quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Resumo: David Copperfield


Nasço:
David já nasce marcado pela morte do pai e sendo motivo de desgosto para a tia que esperava que ele fosse uma menina.Neste mesmo capítulo conhecemos a mãe de David e é possível perceber que se trata de uma mulher frágil e muito vulnerável.
Observo:
David Observa a sua infância como um momento vazio e sem grandes acontecimentos. Somos então apresentados ao homem que no futuro será o padrasto de David. Um homem que já se mostra autoritário, frio e manipulador.
Uma Mudança:
David é enviado para a casa de Peggotty (empregada da família Copperfield) onde conhece uma realidade completamente diferente da dele. Ele se encanta por Emily e constrói com a família de Peggotty uma relação de muito respeito e carinho. Ao retorna, David descobre que sua mãe esta agora casada e sente o primeiro impacto da mudança: trocam o seu quarto de lugar na casa e o canil que antes estava vazio agora é ocupado por um cachorro neda amigável.
Caio em Desgraça:
David entra verdadeiramente em contato com o padrasto e percebe que a sua vida ao lado dele não será fácil. Murdstone se mostra um homem dominador e violento. Ele leva a irmã Jane para morar com eles e David nota que ambos, Muderstone e a irmã, exercem um domínio devastador sobre sua mãe. David chega a descrever o comportamento da mãe como "submissa". Clara passa a viver em meio a abusos psicológicos constantes. Tanto a cunhada quanto o marido fazem dela um fantoche.
Expulso de Casa:
David é enviado a um colégio interno... durante a viagem ele é engando por um funcionário de um restaurante em que pára para comer demonstrando assim a sua ingenuidade diante da vida. Ao chegar no colégio descobre que os alunos estão de férias. O colégio também se mostra um ambiente extremamente abusivo.
Amplio meu Círculo de Relações:
Os alunos regressam das férias e encontram David. Ele consegue a aceitação por parte dos colegas e conhece Steerforth, aquele que vem a ser o aluno mais popular da escola e aquele que desfruta de algumas regalias por parte dos donos da escola. Steerforth demonstra um comportamento pernicioso, mas David ainda não consegue enxergar isso nele e tem nele sua maior referência na escola.
Meu Primeiro Semestre na Salem House:
Somos apresentados aos personagens que vivem no colégio interno. Entramos em contato com a real natureza de Steerforth e com as várias formas de violência vividas pelos alunos da escola (confesso que achei um capítulo massante).
Minhas Férias. Principalmente uma Tarde Feliz:
David volta para casa depois de sete meses de ausência. Ao chegar encontra a mãe com um bebê no colo e descobre que tem um irmão. Sente ciumes a princípio, mas depois se apega a ideia de ter um irmão. Muderstone e Jane não estão em casa, e desse modo, ele, Clara, o Bebê e Peggotty passam um tarde muito agradável juntos. David consegue sentir a mudança no comportamento da mãe. Esse comportamento é contrastado quando Muderstone e a irmã voltam para casa e clara passa a se comportar de maneira perturbadora.
Um Aniversário Memorável:
No dia do seu aniversário David recebe a notícia da morte de sua mãe 💔💔💔



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Livro/Filme - Como Eu Era Antes de Você


Gente, sabe o que é ódio por uma adaptação? Então! É o que eu to sentindo pela adaptação de Como Eu Era Antes de Você. Eu me senti enganada, sabe! Os trailers eram maravilhosos, o elenco era qualquer coisa de muito fofinho, a divulgação no instagram me fez babar muitas vezes, mas o filme é brochante. Talvez o meu erro tenha sido ter ido com toda expectativa do mundo pra esse filme, mas principalmente ter lido o livro antes, pois diante do livro o filme não tem a menor chance. Talvez ele funcione com quem não leu o livro, mas acho meio unânime entre todo mundo com quem conversei que a adaptação pro cinema ficou uma merda. 
O livro é alegre, divertido, apesar do tema casca dura, e a narrativa leva a gente de maneira bem fluída. Os personagens são cativantes, até os secundários fazem com que a gente se prenda as histórias, mas Lou e Will desempenham um papel fundamental pra quem leu e gostou no quesito "personagem que me fez cair de amores". Will é grosso, irritante, arrogante, mas quem não teria essas características na pele dele? Lou é amalucada, sem perspectiva, e tá ferida de maneira que paralisou sua vida por causa das marcas dessa ferida. O filme ignora completamente a história de Lou. Não há explicação plausível do motivo que a fez ficar ali, mesmo tendo conseguido entrar no tão sonhado curso de moda na faculdade. Ela virou apenas uma pessoa fraca que ficou alí acomodada naquela vidinha... 
Vendo filme (e eu vi três vezes pra acreditar naquela bosta) parece que o roteiro foi feito através de recortes. Pararam um dia alí e saíram recortando a história pra ver no que é que dava. Deu numa merda enorme. 
Usei na aula com meus alunos de ensino médio pra discutir sobre eutanásia e disse a eles várias vezes que lessem o livro, mas a maioria (aqueles que não tinham lido) achou o máximo. Fez sucesso entre eles... daí segue a ideia de que se você não leu o livro, talvez, mas só talvez você até goste da colcha de retalhos lá que fizeram... eu vou preferir ficar com a versão impressa de Lou e Will. E por falar nisso, na versão impressa do livro a minha visão de adultinha conseguiu entender e respeitar completamente a decisão de Will e no filme esse foi o único momento que caiu um cisquinho no olho, deu uma certa emoção ver Will e Lou se despedindo em carne e osso.
Odiei o filme. Mas segue a vida, tem outras adaptações! :)       





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Still Alice



Alice é uma professora de linguística bem sucedida, tem um marido incrível e três filhos maravilhosos... uma vida feliz e perfeita. Mas ao perceber que está esquecendo coisas corriqueiras no seu dia a dia ela procura um neurologista e é diagnosticada com um tipo precoce e muito agressivo de Alzheimer. Rapidamente Alice é engolida pela doença.
Still Alice é um drama forte em que a personagem central sofre as consequências familiares e sociais de perder a memória de forma muito rápida. Ela ainda é Alice professora, esposa e mãe lutando com o que tem para não deixar de ser quem é e ao mesmo tempo não está mais ali, não tem nenhuma chance diante da doença e sabe disso. Dá pra imaginar o desespero de uma doença assim? Não é bonito e a gente sabe!
Mas o mais triste é perceber o comportamento da família... a maioria das pessoas se afasta, se esconde ou já a encara como alguém que não tem mais porque ser ouvida. É bem triste. Até onde vai o amor dos que nos cercam por nós? Até que ponto alguém da nossa família estaria disposto a ficar ao nosso lado diante de situação tão difícil como essa? Na história do filme Alice acaba sendo deixada de lado pelo marido e por dois dos filhos. Agem em sua presença como se ela não estivesse mais lá, desrespeitam suas vontades anteriores à doença, fogem dela e da doença dela, esquecem quem ela era.
A filha mais nova de Alice, aquela que não se enquadrava no que ela queria pra vida dos filhos, permanece ao lado da mãe. Sobram as duas lutando pra não perder o restinho de Alice que ainda há lá.
No fim da história (de todas as histórias, inclusive - da minha, da sua, da dela) o que importa é o amor... o amor que a gente sente e o amor que sentem por nós. Só o amor faz com que alguém ajude outro alguém a atravessar um momento tão doloroso como esse. Como naquela frase clichê: o amor constrói pontes indestrutíveis. Mas como saber se é amor o que estamos construindo? Não dá pra saber?! Alice achou que era, mas não era. Você e eu podemos estar achando errado também.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Não desista!


Esse post aqui é pra você que está passando por um momento difícil, seja ele qual for. E quem escreve aqui é uma pessoa bem cética, que não acredita num monte de coisas, mas que sentiu essa necessidade agora de te dizer que tudo vai ficar bem.
As vezes a gente fica tão envolvido pelo momento ruim em questão que esquece de respirar e olhar pro que tá em volta (eu sei, muitas vezes o que tá em volta não é nada animador, mas é preciso olhar em volta e achar novos pontos de equilíbrio). É importante respirar, e levantar a cabeça, e buscar algo pra se apegar, mesmo que esse apego possa ser fruto de novas frustrações e angústias, pois vamos ser sinceros, né, viver é se frustar e angustiar com coisas que na maior parte do tempo não estão ao nosso alcance resolver. 
Vamos aos clichês: a vida é cheia de grandes oportunidades (mas esse é um clichê verdadeiro), a gente pode sempre recomeçar quando quiser, ou puder, ou decidir... todos os dias são muito importantes durante a batalha, mas o mais importante é ter em mente - todos os dias - um grande: "HOJE EU NÃO VOU DESISTIR".
Mesmo assim eu seu que é difícil... que em alguns dias seja quase impossível, mas é muito importante que você procure novos focos. Vai passar. Vai ficar melhor. E mesmo que demore, mesmo que você perca algumas batalhas, você terá grandes chances de sair dessa vitorioso. É importante que você não desista. 
E prq me deu vontade de te dizer isso? 
Prq eu queria muito que alguém me dissesse isso. Eu queria muito que alguém me pedisse pra não desistir! Mas advinha? Eu aprendi a me pedir isso todos os dias. 
- Não desiste, Jó. Tenha força! Grandes coisas estão por vir (as minhas pequenas grandes realizações estão aí esperando por mim). 
As vezes eu consigo, as vezes eu desisto. Hoje eu consegui!
Então, se você está passando por algum momento difícil eu quero te pedir pra não desistir. Vai passar. Não desista!


Jor

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Fate...



Que a paz esteja dentro de você hoje.
Que você creia estar exatamente onde você deve estar.
Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do destino.
Que você usufrua as graças que recebeu e passe adiante o amor que lhe foi dado.
- Prece de Madre Teresa


Eu estou exatamente onde devo estar... 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Frances Ha


Aos 18 anos é bem normal a confusão sentimental que a vida adulta faz crescer em quem ainda está aprendendo a lidar com ela. Aos 25 é aceitável que você ainda não saiba lidar direito com ela, mas espera-se que você já esteja acostumado com o caos e que já até se encaminhe a viver melhor com ele.

Entretanto, Frances tem 27 anos e ainda se nega a crescer e se tornar uma adulta responsável por seus atos, decisões e escolhas. Obcecada por um sonho que já perdeu a validade, se muda para Nova York para trabalhar como professora de dança e tentar, finalmente, ser parte de uma companhia de dança contemporânea. Amparada pela relação de dependência que estabelece com sua melhor amiga, Frances encontra nela a desculpa perfeita para continuar evitando a vida adulta. São BFFs que fazem tudo juntas o tempo todo como se ainda estivessem no colegial. 
Então, quando Sophie decide sair do apartamento que as duas dividem (primeiro de muitos passos que ela dará em direção à vida adulta que Frances continua se recusando a encarar) para morar na rua que sempre sonhou, Frances vê sua vida virar de cabeça pra baixo. Obrigada a dividir apartamento com estranhos, Frances passa a viver gastando mais do que ganha e desce ladeira abaixo até o momento da virada em sua história. Atrapalhada, infantil, desconectada do mundo real... em alguns momentos cheguei a sentir raiva de Frances (como alguém pode ser tão sem noção desse jeito), mas passou. Frances é um personagem adorável quando analisada mais de perto.... 
Quem de nós nunca se perdeu em algum momento da nossa jornada? Frances passa boa parte da história perdida até que descobre que alguns sonhos não são realizáveis e que mesmo assim podemos inventar sonhos novos, e temos que aprender a conviver com isso de maneira equilibrada. 
O filme é um lindo retrato da minha geração. Das relações que a gente tende a estabelecer... essa negação ao crescimento, ao amadurecimento, essa dependência torta de um futuro que não pode ser menos que incrível (como se na vida real existisse lugar para o incrível)... 

Frances Ha sou eu e pode ser você também... perdidos em meio a devaneios de amizades eternas e negação de amadurecimento. Evitando dar passos em direção contrária ao que a gente sonhou e tanto desejou ter na vida. É muito interessante observar o amadurecimento de Frances e o momento em que ela consegue finalmente se encontrar no meio do seu caos interior. É tão simples e ao mesmo tempo tão difícil decidir-se pela felicidade.
O filme calhou com o meu momento. Encarando os fatos, analisando profundamente os traumas, buscando o amadurecimento emocional que vai um dia me proporcionar a convivência saudável com esse caos que sou eu. Assim como Frances, espero conseguir chegar lá.



E você, já consegue conviver com o seu caos interior?


Jor

domingo, 12 de janeiro de 2014

E 2014?

2013 foi um ano incrível pra mim... ele entrou pro seleto grupo que é composto por 1990, 1992, 2005 e 2007. Não que tudo tenha ocorrido as mil maravilhas - não ocorreu as mil maravilhas. Teve a doença de mamis, teve a minha depressão- ansiedade- pânico (como de costume), teve excesso de trabalho, teve ruptura com pessoas essenciais, mas teve muita coisa boa também... Finalmente a nomeação do concurso (tão sonhado-esperado-aguardado), teve o encontro com pessoas novas e que espero sinceramente, permaneçam na minha vida, teve a descoberta de uma realidade totalmente nova quando resolvi entrar de cabeça na terapia, teve reaproximação com pessoas muito importantes da minha vida e teve a decisão do sim que por algum tempo adiei (sim que não cabe aqui e nem lugar nenhum a não ser onde ele pertence e a quem ele pertence). Foi uma ano complicado, porém excepcional!

Não curto essa coisa de estabelecer metas para o ano novo. Na verdade na minha cabeça nada muda realmente na virada de um ano para o outro... as coisas só mudam se eu mudar, obvio, e todo mundo sabe disso,including me. E claro que eu mudo sempre, mudo muito, inclusive, mas mudo aos poucos de forma quase imperceptível a olhos nus - como deve ser para a maioria dos humanos. Mas eis que me aconselharam que estabelecer metas e prioridades fazem parte de uma vida equilibrada (?) e que eu deveria ao menos tentar estabelecer algumas a serem cumpridas esse ano...
huuuuuum, será? Pensei!
E eis me aqui, 12 dias depois do início de 2014, quando todo mundo na blogosfera já fez suas promessas de ano novo, cumprindo o doloroso/delicioso dever de estabelecer algumas metas (que tenho que me esforças ao máximo para cumprir, fui advertida) para esse ano que já começou bem bom, eu diria!

1. Serei feliz. (uma meta boa essa, né?)
Mas não essa felicidade boba dos que estão sempre fazendo o jogo do contente. A felicidade de quem já esteve imerso na escuridão da tristeza (e que apesar de estar bem melhor ainda passa por momentos complicados de vez em quando) e que vai dedicar a vida a não se deixar engolir por ela nunca mais.
2. Vou terminar a especialização começada em 2009 (tem cabimento uma miséria dessas?)...
É questão de honra provar pra todo mundo que diz que eu nunca terminarei essa bosta de especialização que eles estão errados!
Mentira!
É questão financeira mesmo... tou pensando no avanço de 15%.
3. Comprarei uma casa...
Tah na hora de colocar o bloco na rua, apesar de meus pais viverem de me convencer que ainda é cedo!
4. Farei três viagens ao menos...
Lugares de praia em 2014 pra compensar a falta de viagens do ano passado e o distanciamento que tive do meu grande amor, o mar!
5. Vou trabalhar menos.
Tem uma amiga que diz que sou viciada em trabalho e vive tentando me convencer a diminuir o ritmo – ela esta completamente certa. Vai ser difícil, mas como não vou ficar rica mesmo (sou profa, né gente!) vou tentar diminuir a carga.
Hum, esse item não combina muito com o item 3, mas vou tentar mesmo assim!
6. Vou continuar mantendo a calma e respirando.
Parece uma meta fácil, mas pra quem sofre de ansiedade generalizada isso é um trabalhão danado.
7. Serei leve.
Não no peso. Virei gorda “pros padrões”, e ando bem feliz com isso (minha saúde ta como de costume).
Serei leve no “levar a vida”... leveza nas minhas relações (as que quiserem ficar, claro... faz parte da leveza respeitar a escolha de partir do outro – sem-drama)... serei leve na escolha de desinflamar (vive)... levar a vida de um jeito leve e uma meta importante pra mim.
8. Lerei muito e lerei de tudo.
Já comecei bem... acabei o primeiro livro do ano! Whoopee \o/.
9. Criarei uma vez por semana um momento de diversão extrema que vai variar de momentos de “o prazer de fazer nada” ate a idas a cachoeiras e viagens rápidas aos grandes centros que ficam próximos a mim...
10. Vou ser feliz!
Me parece uma ótima meta pra começar e terminar a vida.

Acho que e isso...

Nao e muita coisa, mas já eh alguma coisa... acho que tem gente por ai que vai ficar orgulhosa de mim!



Entao eh isso.

Feliz 2014!
Jor