quarta-feira, 23 de maio de 2012

Xuxa, o Domingo e Some Ramblings

Nem sei dos motivos que me levaram a querer escrever sobre isso, mas lá vai.
Domingo Xuxa anunciou em rede nacional que foi abusada quando criança. Ela fez isso em um programa de grande audiência e depois de falar dos mais diversos assuntos. Ela falou desde da sua relação com  Pelé, até uma provável relação mais próxima com o Super Pop Star Michael Jackson; riu, descreveu-se em sua intimidade sexual, falou com voz de criança e lamentou o tempo que perdeu longe daquele que considera, hoje em dia, o grande amor de sua vida (Ayrton Senna).  Durante essa fala, lancei no twitter alguns comentários a respeito de suas revelações... achei tudo tão desproporcional e fake (sempre que assisto às entrevistas dela, fico com a sensação de que algo ali não é real - aquela pessoa já disse que viu duendes), e quando já me preparava para desligar a TV e seguir minha vida sem aquela voz infantil numa mulher de 49 anos, ela falou sobre o (s) abuso (s) que sofreu durante a infância. Fiquei meio embasbacada com a revelação... não por era Xuxa quem falava aquilo, não é isso. Lido diariamente com crianças e esses assuntos sempre mechem comigo... adoraria livrar os meus pequenos desse tipo de perigo e ao mesmo tempo sei que isso é quase impossível, não depende só de mim.
Não sei se ela fez bem, ou se esse foi o melhor jeito de falar sobre assunto (e existe esse jeito certo?), mas com certeza ela inspirará outras pessoas que sofreram ou sofrem abuso a falar sobre isso. O fim da entrevista nos deixa um recado importante, o da atenção. É preciso estar atento... quantas pessoas não sofrem pela vergonha de "admitir" um constrangimento, uma violência tão grande? Louvável a coragem. E essa coragem anula o ridículo (na minha opinião) inicial da entrevista.
O que me incomodou naquela entrevista foi o tom de leveza inicial do depoimento... a musiquinha cantada pra exemplificar o seu "jeitinho" entre quatro paredes, a história sobre o relacionamento com Michael Jackson... mas o que eu acho, definitivamente, não interessa.
Esse aqui é só pra não deixar em branco os meus "achometros" sobre o assunto.

... e apaguei os meus tweets do domingo sobre o caso #XuxaRevela... o que escrevi sobre ela foi antes de saber da revelação final.  


Bjo Bjo




Xuxa, meus respeitos a partir dos 19 minutos.
Jor 

domingo, 20 de maio de 2012

Grey's Anatomy - Fim da 8ª Temporada


E quem não sabe do meu amor pela série Grey's Anatomy, ou não me conhece, ou não conhece o meu blog. Vez ou outra escrevo aqui umas coisinhas sobre essa série e hoje vim falar do final da 8ª temporada. Portanto, esse será um post CHEIO de Spoilers. 
O fim da 8ª temporada aconteceu semana passada e ao acompanhar os comentários no twitter vi que as minhas "predictions" sobre o fim se concretizaram - o que foi uma pena. Digo pena, pois Shonda Miseravona matou Lexie e Lexie era uma das minhas personagens favoritas. Aquele jeito engraçado e todos os seus tiques nervosos faziam dela uma pessoa encantadora.
Feito isso nos primeiros minutos do episódio (quem mata uma personagem tão legal e popular nos minutos iniciais de um final de temporada?), uma avalanche de críticas e o ódio pela escritora aconteceu e os blogs que comentam série viraram palco do escárnio público de Shonda Rhimes. Acusaram-na até de querer ser maior que a série. Eu particularmente acho isso um exagero, mas vejamos as cenas dos próximos episódios - que devem acontecer em meados de setembro, como o de costume. 
O episódio "Flight" encerra uma temporada de 24 episódio, com um pouco de ação, uma pitada de comédia e muito de drama. O Avião em que os docs estavam cai e perdidos eles terão de se virar, sabe-se lá como, até a chegada de socorro.
Meredith, como de costume, acorda alheia aos acontecimentos, Cristina perde o sapato na queda, Lexie morre nos minutos inciais, Marc percebe quanto tempo perdeu ao se afastar de Lexie e sofre hemorragia interna percebida com horas de atraso, Arizona parte o fêmur, Derek tem o braço praticamente destruído e o piloto... ah, o piloto é secundário e nem devia ter entrado na contagem  : ).
O episódio todo valeu pela despedida de Mark e Lexie. Uma cena linda e que me fez chorar como nos velhos e bons tempos de GA.... a despedida perfeita de um casal quase perfeito e que merecia ter tido momentos lindos juntos. Uma vida inteira juntos e que acabou antes mesmo de começar direito - "They were meant to be". Quer coisa mais bonita que amor que acaba assim??? Acho lindo, amo histórias do tipo. Eternizadas pela morte, intactas, perfeitas. Nunca serão destruídas pela intimidade, pela rotina... lindo.
Mas apesar de achar lindo, fato é que esse episódio foi feito pra nos deixar furiosos. Como assim, matar Lexie na queda sem a chance de viver um pouquinho desse amor? Já que que a saída da personagem tinha sido decidida meses atrás, porque não dar ao casal alguns momentos juntos?  Como assim, acabar daquele jeito? Todos perdidos na mata? 
Seriously? Seriously?  - essa é a única coisa que você consegue pensar quando Grey's encerra seu voice over.
Estão todos lá e ficarão assim até setembro... Como Shonda Miseravona pôde fazer isso com nossos heróis e heroínas? Como?????
Contudo, apesar de não ter sido um episódio brilhante, ou uma Season Finale maravilhosa como de costume, Grey's tem material e muito material para uma próxima temporada. Muitos ganchos foram deixados e se bem desenvolvidos farão de nós, fãs da série, pessoas bem felizes. Mas o meu feliz com Grey's não tem nada de comediazinha tosca, nem piadinhas de duplo sentido, o que me encanta lá é o drama. E é drama que eu espero ter na 9ª temporada.


Bjo Bjo


Jor

Lexie: Mark, I'm dying. Please tell Meredith I love her and that she is a good sister.
Mark: You don't die today!
Mark: I love you.
Lexie: You don't have to say it.
Mark: I've always been in love with you. I'll always be in love with you. Which is why you have to stay alive. We're going to get married. You'll be an amazing surgeon. We'll have kids.
We're going to have the best life, you and me. You can't die because we're supposed to end up together. We're meant to be.
Lexie: Yeah, we're meant to be.
(Flight - Season Finale Grey's Anatomy)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Babi Rossi, Pânico na TV e a Desnecessidade de Tudo Aquilo

No ultimo domingo todos no Twitter falavam de uma tal Babi Rossi e parecia realmente que a moça estava fazendo algo extremamente impactante e interessante. E estava. Só que ao contrário. O Pânico na TV é um desses programas da nova geração de humoristas Brasileiros que faz tudo, ou quase tudo pra aparecer. Certos de que são os donos do mundo, eles já fizeram de tudo um pouco para alavancar a audiência do programa... de invasões à agressão física, o Pânico se supera em bizarrice a cada novo programa.
Mas domingo foi o ápice da covardia. Claro que moça concordou em raspar a cabeça ao vivo e semi nua. Do jeito que a coisa foi colocada ela não tinha escolha. Diferente das outras Panicats, como são chamadas as assistentes de palco do programa, Babi permaneceu na atração depois da reformulação e transferência da atração para a Band. E já que pra moça aquele é seu ganha-pão, o que ela poderia fazer? Raspar a cabeça ou a porta da rua? Nos dias atuais é melhor raspar a cabeça... o mercado de subcelebridades está cada vez mais abarrotado de gente querendo aparecer. 
Feito isto, no dia seguinte, a moça começou uma batalha para explicar os motivos que a fez raspar a cabeça. Amor à profissão, respeito pela equipe, coragem foram alguns dos argumentos que ela usa para justificar a submissão às ordens de Emílio e sua trupe. Eu nem sou ninguém para julgar a moça por sua atitude, mas acredito que o jeito como o programa tende a tratar as mulheres que fazem parte dele é no mínimo desrespeitoso. Certos de que o que importa é entreter, "os donos" do programa submetem as mocinhas às situações mais constrangedoras. 
Objetos de decoração que exibem seus corpos para a apreciação alheia, sem direito à palavra ou ao simples uso da palavra não, as moças são submetidas a todo tipo de humilhação e desrespeito. O programa chega a ser constrangedor para quem assiste com o mínimo de senso crítico. Certas de que são donas de seus corpos, elas tendem a agir como se essa depreciação fizesse delas mulheres bem resolvidas e descoladas, que não ligam para opiniões alheias e que tem "o direito" de se comportar como carne exposta no açougue.
Será que eu estou ficando exigente de mais, ou é o mundo que está de cabeça pra baixo? Será que toda a luta da mulher por espaço e respeito se resume a isso? Me recuso a acreditar que esse tipo de comportamento contribua em alguma coisa para a liberdade feminina. Ao contrário... acredito que é esse comportamento que nos prende sempre no mesmo ponto: subalternas eternas das vontades bizarras masculinistas/machistas.



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Meu Cabelo me Assumiu

Esses dias eu comentei com Soraya sobre a NECESSIDADE que tenho de estar sempre com os cabelos perfeitamente lisos, pois só assim a vida flui mais fácil e mais tranquilamente... eis que esse fato não me deixa orgulhosa, ao contrário. Queria assumir meu cabelo e andar por aí com ele a seu modo... mas vejam, o meu cabelo não me assume. Ou melhor, não me assumia. Explico. Ele não tinha uma identidade formada, não depois de adulto. Quando criança eu tinha cachos lindos, e definidos, e hidratados, por coincidência era a época que minha mãe cuidava de meus cabelos. Daí o tempo foi passando e eu fui incumbida de tomar conta de minha próprias coisas e bagunça e entre esses estava o meu cabelo... como tudo na minha vida, não deu certo. Esculhambei-o, óbvio - como sempre.
Mas semana passada entrei em uma dessas lojinhas que vendem produtos para cabelo para comprar uma hidratação - meu-cabelo-anda-um-caco - e na pressa em sair logo pra não perder o ônibus (como eu sou pobre, né gente?! aff.) troquei a hidratação de sempre por uma furrequinha, baratinha, e nada famosa. Paguei e nem percebi que não podia ser a de sempre: era 50% mais barata que a habitual.
Com muito ódio no coração percebi o imbróglio já no ônibus... retada da vida, lavei ontem os cabelos com ela e pluft, meu cabelo me assumiu completamente e por inteiro. Ele não é cacheadinho como antes, mas também não é aquela coisa disforme e armada. Ficaram umas ondas hidratadas e levinhas, uma coisa muito agradável pra meus olhos e meu querer! Amei...
E já que ele me assumiu e se ele permanecer me assumindo meus dias de calor de secador e chapinha se acabaram!
Só pra dividir como vocês...

   

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Para Sempre - The Vow

O que te acalma? 


Bem, eu diria que poucas coisas me acalmam e pensando bem não consigo lembrar de muitas coisas que me acalmem... mas eis que hoje uma aluna me fez essa pergunta: o que te acalma, pró?!
Na hora a única coisa que me veio à cabeça foi o que me aconteceu ontem. No meio de uma crise de estresse e de falta de paciência com o MUNDO, me bateu aquela vontade de ver um filme. Fui à lista de recém baixados (estou baixando tanta coisa ultimamente) e achei um filme bem, mas beeeem bobinho e que eu estava doida pra ver. Eu tinha um zilhão de coisas pra fazer, mas sem condições psicológicas de me concentrar fiz a única coisa que tinha condições de fazer ontem: vi o tal filme bobinho. E que bobinho aquele filme. E que lindinho aquele filme. Com direito a muitos suspiros apaixonados eu vi, sem desgrudar o olho da tela, um dos filmes mais fofinhos dos (meus) últimos tempos. 
Para Sempre é um draminha-comédia-romântica que combina as belezas de Rachel McAdams e Channing Tatum a um clima romanticamente arrumado para "matar" de amor os românticos de plantão -eu, no caso. 
O filme narra a história de um casal apaixonado que acaba separado por um acidente automobilístico. Depois do acidente de carro em que o casal se envolve Peige acorda sem a memória dos anos que viveu com Leo e acaba por transformar a vida, até então, quase perfeita do casal, em um campo de batalha em busca das lembranças perdidas. O filme foi baseado em fatos reais e isso deixa a história ainda mais encantadora. Quer coisa mais linda e "desestressante" que o amor romântico do cinema? Pra mim é como uma massagem na alma. Recoloca tudo no lugar - ao menos por um tempo! 
Um dos temas centrais da trama diz respeito ao que Leo considera os pontos marcantes de nossas vidas, aquilo que nos transforma durante a nossa jornada por aqui. Para ele o que te faz ser o que você é, não diz respeito a nada positivo ou organizado, o que te faz ser o que você é são os pontos de impacto que você enfrenta na vida. Aqueles momentos da vida que te colocam diante do inevitável, diante do real e quase fatal. São esses momentos de impacto que vão te transformando durante a vida. 
E eis aí o problema que ele enfrentará. Como lidar com a Paige de antes? Como lidar com a mulher que ele nem chegou a conhecer? Peige já era outra pessoa, já tinha passado por muitos impactos quando o conheceu, quando se apaixonou por ele. Como ele faria para conquistar essa Peige do passado?
Mas é isso... nem vou contar o resto, não é? Que graça teria?
Vejam! 
Me contem...

Bjo Bjo

Jor

sábado, 14 de abril de 2012

Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual

E anda um pouco difícil encontrar coisa boa pra assistir esses dias, por isso que quando @DonaFarta me indicou Medianeiras eu fiz questão de conferir (ela nunca indica filme ruim, é impressionante!).
Uma cidade grande com milhões de possibilidades e dois jovens que não conseguem se relacionar com nenhuma dessas possibilidades... Medianeiras reflete sobre o modelo de relacionamentos atuais: estaríamos, realmente, conectados, ou cada vez mais distantes um dos outros? Sabemos ainda como nos relacionar, ou desenvolvemos uma maneira esquizofrênica de ver as coisas e o outro? 
Assim, no meio da esquizofrenia atual, Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala, de Lope) tentam descobrir um jeito de sobreviver à solidão e de achar um par que lhes possa acompanhar na jornada diária. Sem saber que estavam destinados, eles se cruzam diariamente na babilônia de prédios existentes em Buenos Aries.
O cinema Argentino produz filmes excelentes de vez em quando - Sete Rainhas, De Olhos Bem Fechados - e esse foi uma grata surpresa que Fartinha me proporcionou. Um filme, que apesar de parecer dramático, é leve e tem um quê graça envolvente e cativante.
No dia em que me indicou o filme ela me disse que no final do filme a gente fica com aquela sensação de que tudo vai dar certo e foi exatamente assim que eu me senti.

Super indico :D

Nota 9,0

Jor

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Artista


Gente, quanto tempo, não é? Mas é exatamente a falta de tempo que tem me mantido longe do meu blogzinho querido do coração... ai, que saudade.
Já fazem uns dois meses que não tenho tempo pra fazer o que mais gosto de fazer na vida: ver filme. Sério, dois meses na mais absoluta falta de filme... já estava ficando até meio doida, enlouquecida mesmo. Mas eis que sábado, depois de um sábado letivo bem divertido eu declarei a minha independência e deixei tudo de lado para ver O Artista.
Assisti ao Oscar, apesar de ter visto bem poucos dos filmes que circularam por lá, e o que me chamou mais atenção naquela cerimônia morna e meio sem graça (esse ano foi de lascar de ruim, viu?) foi aquele lindo Francês, de rosto tão expressivo e que tirou o tão esperado prêmio da mão dos figurões Norte-Americanos. Jean Dujardin é George Valentin um ator muito bem sucedido do cinema mudo que se depara com a revolução trazida pelo o advento do som - falar afinal, não era a coisa mais importante no início da aventura cinematográfica. George não adere e nem tenta aderir a novidade e simplesmente se recusa a atuar em um filme em que tenha que abrir a boca. Quem viu O Cantor de Jazz ou ainda Dançando na Chuva vai achar semelhanças no modo de contar essa parte da história do cinema, mas mesmo assim eu diria que O Artista é uma obra singular pelo simples fato de ser uma obra tratada com cuidado... a beleza do filme faz com que tudo seja muito bonito de se ver. 
O Artista é um desses filmes para quem gosta de cinema e para quem gosta de observar a origem do cinema.
Indico para quem gosta de apreciar obras que não são comerciais que possuem um alto valor artístico. Mas sem exigir de mais da história, apenas aproveite os momentos em frente a Tv.
Não vi muita coisa ainda do Oscar desse ano, mas acredito que os prêmios que O Artista recebeu foram todos merecidos. 


Jor