domingo, 27 de janeiro de 2013

O Lado Bom da Vida


Eu nem ando num clima "ei, vamos falar sobre filmes", mas fui pega (de jeito) pelo lindo "O Lado Bom da Vida" e resolvi deixar aqui minhas impressões sobre essa história linda. Não, não vou fazer resenha do filme, nem contar detalhes e tal, vou só falar confusamente e desordenadamente, como de costume.


Sábado de molho e com um monte de coisa pra ver, mas sem saco pra maioria delas, escolhi "O Lado Bom da Vida" pelo simples motivo Jennifer Lawrence (desde Winter's Bone ela virou uma das minhas atrizes favoritas). Nem esperava muito do filme, mas tinha Bradley Cooper (outra paixonite minha) e até aí já estava de bom tamanho... mas a história me pegou. 
Nada especial, mas adoro gente ferrada e ver filme com história de gente ferrada é ainda melhor... Por que?? Porque minha vida é ferrada, sou uma bagunça, não sei lidar com boa parte dos meus problemas e adoro saber que não estou sozinha nessa... existem seres iguaizinhos a mim (mesmo que esses seres estejam nas séries ou nos filmes que escolho pra compartilhar as dores).
A gente começa a história sabendo que Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu tudo o que tinha (esposa, trabalho, casa, sanidade...) e está preso em um sanatório. Ele se descobre bipolar e ao sair do sanatório passa a viver na casa dos pais. Ainda obcecado pela ex esposa, Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence) e "entre tapas e beijos" estabelece com ela um vínculo que o ajudará a sair da confusão.
Há toda uma história de positividade que colocam na cabeça de Pat durante a internação. Seja positivo, estabeleça metas, crie estratégias, veja o lado bom da vida (WTF)!!!!! Seriously??? Sabe aquele papo de autoajuda barata???!! Então... quando a gente tá desesperado até autoajuda barata faz sentido (believe me, I know Augusto Cury). E faz sentido pra Pat durante boa parte da história. 
Mas a grande sacada da história é o surgimento de um Pat totalmente renovado que não vai ligar muito para a coisa "Stay Positive" e vai buscar sozinho e a seu modo um jeito de sobreviver ao caos. Gostei também das relações familiares demonstradas enquanto Pat reaprende o caminho; todos tão perdidos quanto ele, mas com a certeza de que precisam ajudá-lo a sobreviver e superar (huuuuum, acho que conheço uma família assim)...
Eu bem podia ficar aqui escrevendo muitas linhas sobre a história, mas a preguiça me derruba... só digo que "O Lado Bom da Vida" vale cada segundo. Acho que a grande mensagem (se é que existe esse papo de moral da história, né? CONVENHAMOS) do filme não é manter-se positivo diante das melecas do caminho... acho que a ideia que fica é que, apesar de todas as melecas que o caminho vai apresentar, a gente tem que aprender a se manter de pé. Não devemos esperar o melhor sempre -nem sempre existe um lado bom em uma situação ruim - mas o lance é aprender a conviver com as coisas que fatalmente darão erradas (muitas delas não podem ser refeitas, reditas, apagadas... "fixed"), pois vai que lá na frente algo extremamente legal aconteça! 
O (s) lado (s) bom (ns) da vida sem dúvida é (são) a família que a gente tem ou adquire, os amigos que a gente fez e/ou fará, os amores que a vida nos apresenta, os pequenos momentos de felicidade que valem por uma eternidade inteira. 
Então é isso! Está aberta a temporada "dando-um-tempo-nas-séries-indo-cuNtudo-pros-filmes". E se der essa vontadezinha de contar sobre outro filme, voltarei! 



Jor   


Nota: 10



O mundo quebrará seu coração de dez maneiras diferentes, isso é uma certeza. E não posso começar a explicar isso. Ou a loucura dentro de mim e dos outros, mas adivinha? Domingo é o meu dia favorito de novo. Penso em tudo que todos fizeram por mim. E me sinto um cara muito sortudo. (O Lado Bom da Vida)



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As coisas como são - Clarissa Corrêa

No meio da minha bagunça Clarissa Corrêa postou no twitter dela o texto a seguir. Parei de escrever para ler e gostei de como ela escreveu o que também ando sentindo sobre as coisas e como pretendo sentir essas mesmas coisas a partir de agora. Veja:


Não sei como é com você, mas eu passei boa parte da vida me enganando. Sabe aquela coisa de fingir que tudo está bem, que não doeu, que tá bom assim, que eu aceito, que aham, tá legal? Pois é, isso realmente não é nada, nada legal.

Se doeu tem que falar. Se incomodou tem que explicar. Se tá ruim tem que ajeitar. Se estragou tem que consertar. Ou então jogar fora. Entende? Não dá pra passar a vida inteira com as coisas entaladas na garganta, feito espinha de peixe que não desce e arranha toda vez que a gente engole.

Não estou aqui pra ser boazinha com ninguém. Por sinal, esse rótulo me incomoda. E muito. O que é, afinal, ser “boazinha”? É ser bonitinha, cheirosinha, amorosinha, simpatiquinha, fofinha? Olha, me chama de tudo, mas não me chama de fofa. E se você não me conhece, por favor, não me chama de “amada”. Não tenho que ser legal com quem não quero ser legal. É bem isso. E se eu quiser passar o dia vestida de mendiga, palmas pra mim, eu posso. Se eu não quiser tomar banho, pentear o cabelo, fazer a unha, me depilar, azar o meu. Se eu quiser virar a Mulher das Cavernas ninguém tem nada a ver com isso.

As pessoas têm uma mania horrorosa de meter o bedelho na vida das outras. Deixa o outro, vai. É ano-novo, é vida nova. Vive a tua vida e deixa o outro ser feliz – ou não – do jeito torto – ou não – dele. Tenta, nem dói. Aquela vida perfeitinha e bonitinha existe só naquela rede social que você conhece. Lá, tem sempre uma festa agitada, uma foto cheia de efeitos, um sorriso constante, um prato maravilhoso. Lá, você tem zilhões de amigos. Lá, você vive tudo que quer viver. E não tem a menor intimidade com ninguém.

Eu gosto de beijo, abraço, pele com pele. Gosto do encontro. E, também, do desencontro. Os desencontros são importantes demais pra gente. Neles a gente se acha, por incrível que pareça. Com eles a gente aprende. O que sei é que não quero ser boazinha, nunca quis. É evidente que não sou uma vaca alucinada e que vive com a cara amarrada. Dou bom dia para o porteiro, para a moça que trabalha limpando os corredores do prédio. Converso, sou gentil. Mas eu detesto o zelador. Ele é chato e metido. E eu não sou tão evoluída assim, tenho lá minhas pequenas vinganças. Faço questão de fechar a cara perto dele. Isso mesmo. Nem a minha cachorra gosta dele.

Não tenho que vencer todas as batalhas. Não preciso me cobrar demais. Não tenho que ser minha inimiga. Preciso entender e aceitar que a gente não ganha sempre. E que não faz mal se as coisas dão errado vez ou outra. Sou a minha maior crítica. E posso me ferir cruelmente quando quero. Por isso, resolvi me aceitar e fazer as pazes comigo. Então, eu finalmente entendi que preciso ser como sou. Mesmo que isso não seja tão bom assim.

Clarissa Corrêa

Nº 1


Ela olhou pela ultima vez aquele lugar. Até então era aquele pequeno espaço que ela chamava de lar. Olhou os detalhes e percebeu a sua falta nos espaços que a pertenciam antes. Já não tinha a sua poltrona, seus livros, sua luminária. Tentou lembrar as razões de estar indo embora, mas não conseguiu compreender os motivos que a levaram a querer sair dali – apesar de ser quem era ela nunca conseguiu guardar nada de ruim das pessoas, dos lugares, da vida. Lembrou-se apenas de todas as coisa boa, todos os momentos de alegria... lembrou que houve ali muita felicidade, não a felicidade histérica que tantos procuram hoje em dia, mas a felicidade dos pequenos momentos, dos pequenos instantes, dos lapso entre um segundo e outro. Ela precisava ir. Ela já não cabia ali... a coragem que faltava agora pra dar o último passo em direção à porta sobraria assim que essa mesma porta se fechasse atrás dela. Mas era difícil não sofrer por estar indo. Era difícil acreditar que já não havia ali motivos importantes para ficar um pouco mais. 

– Talvez um dia eu volte, pensou ela.

Como se fosse fácil voltar para onde não se pertence mais.

Pensou em escrever um bilhete e explicar todos os motivos que a fizeram ir. Resolveu não dizer. Ninguém entenderia mesmo. 

Mais um passo. Uma ultima olhada; contemplação e saudade - podia ficar, mas não queria. Respirou fundo, soltou um sorriso e foi. 

Ela sabia que não seria fácil, mas mesmo assim era preciso...

- A vida é muito curta pra perder tempo sofrendo, pensou. (que clichê ridículo, sussurrou.)

Mas já não cabia ali tudo o que ela tinha pra viver e esse clichê cabia.

Se foi.

Dizem que em alguns dias ela vive muito bem, que é até feliz. Em outros, entretanto, preferia estar morta - drama sempre foi a sua maior qualidade. Mas por sorte os dias agora são melhores... até aqueles em que ela preferia estar morta valem apena. Certamente em breve partirá outra vez – ela não sabe deixar raízes. 

Ainda assim ela sabe que em algum lugar, algum dia seu desejo de ficar vai ser maior que o desejo de partir.


Jor     

sábado, 5 de janeiro de 2013

Him & Her


Pra mim foi um choque no primeiro momento, mas depois me apaixonei.
Him & Her é uma série cômica inglesa que conta a rotina do casal de namorados Steve e Becky.
Daí você pode pensar em cenas bonitinhas, com momentos românticos de pura “fofisse”, mas o que você vai encontrar é um casal totalmente fora dos padrões românticos, sem noção nenhum de educação, que vive as custas do governo de maneira pouco higiênica e com uma vida social nada amigável.
A série já está na terceira temporada e pelo que andei pesquisando ela foi renovada. Já estou no terceiro episódio da segunda temporada a amando. 
A turma!
Na primeira temporada o casal ainda mora em casas separadas. No final da primeira temporada Becky dá um jeitinho de ser convidada por Steve para morar com ele – esse episódio foi uma das coisas mais românticas que já vi na vida, apesar de... 
Na segunda, até o episódio que vi, eles estão se modulando à nova realidade e tentando lidar com o casamento da irmã de Becky.
As histórias da primeira temporada se desenrolam no apartamento de Steve. É no pequeno cubículo que conhecemos os personagens que farão companhia a Steve e Becky no desenrolar das histórias e que vão ser destratados repetidamente pelo casal. Steve e Becky sabem receber de maneira bem desagradável cada amigo que ousa frequentar aquele ap. 
Muito amor por esses toscos.
By the way, Steve e Becky foram escritos um para o outro. Eu diria até que Becky foi escrita pra Beto (my boyfriend). E acho que o que me agrada tanto em Steve é essa proximidade intelectual e emocional que ele tem de Beto. Steve é um doce ogro que não tem noção de espaço, tempo ou existência de outros seres a sua volta S2. Becky é sarcástica, linda, inteligente e apaixonada pelo doce ogro. 
A primeira temporada tem apensa seis episódios (deliciosos por sinal) e cada episódio dura em média 27 minutos. Eles são rápidos, bem costurados, passam em segundos e quando acabam eu fico querendo mais uns 30 minutos daquele sotaque britânico PERFEITO. Steve falando Becky é pra me matar de amor pelo sotaque mais fofo do mundo.


A série é uma delícia.

Recomendo! 


Nota 9


Jor