sábado, 1 de dezembro de 2012

New Girl - da Série das Séries


Não sou muito de comédias, mas devo confessar que "Friends" é uma das minhas séries favoritas... gosto tanto que não consegui assisti a ultima temporada. Prefiro ficar pensando que não acabou. 
Seguindo a linha de Friends encontrei ano passado "New Girl". New Girl é divertida em vários aspectos, mas o mais legal de todos é que a personagem principal é uma professorinha linda. - Se você não gosta da Zooey Deschanel (impossível) nem veja a série.
A história gira em torno de quatro amigos (até aqui é bem parecido com Friends, mas só até aqui) que dividem apartamento e, por consequência, dividem também as desventuras (engraçadas ou não) da vida.
"New Girl" já está na segunda temporada e me arrisco a dizer que ficou ainda melhor. Jess perdeu o emprego (snif) e agora ela faz bicos. Os bicos são ótimos no quesito coisas engraçadas que você só faria se estivesse desesperado por um emprego; ando cogitando vários deles, visto que se aproxima a minha seca salarial de fim de ano velho/começo de ano novo. Os bicos que Jess faz combinam muito bem com aquela desajeitada linda... Nick, um dos meninos com quem Jess divide o apartamento, parece ainda mais caidinho por ela,  Schmidt (o sem noção da casa) ficou ainda mais sem noção o que rende muitas cenas engraçadas e Winston (o ogro mal humorado) se acertou no emprego, encontrou uma namorada nova e continua SEM distribuir simpatia S2.
Gosto muito desses sitcoms bobinhos e curtos dos gringos... é uma leveza gostosa pra ter quando a cabeça ta quente, ou quando o estresse tá querendo te derrubar. Recomendo para todos que não exigem muito das coisas que assistem. 
É bobinho, gente, mas é consistente, tá? Não é Glee não...
Até agora (acho que já vi uns 4 episódios da 2ª temporada) o meu episódio favorito é o 2°. Nele Jess perde o emprego e fica arrasada; é muito divertido... é pra chorar de rir.

Recomendo! 

Vejam e me contem.


Jor

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um Sopro de Vida ----- Lispector

Cheguei finalmente ao nada. E na minha satisfação de ter alcançado em mim o mínimo de existência, apenas a necessária respiração - então estou livre. Só me resta inventar.

Do livro "Um Sopro de Vida" de Clarice Lispector, p. 69.





Só me resta inventar... me reinventar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Caio Fernando Abreu




Ouça aqui, mocinha. Não fique pensando que o mundo lhe pertence não. Não caia nessa onda. E outra coisa – não se esforce. Pelo o menos não tanto. Não fique ai remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais, que leia mais. Que tenha argumentos melhores. Você está muito nova ainda. Cresce!

Caio Fernando Abreu



Serviu pra mim.  Se não for pra ser, não vai ser...

sábado, 8 de setembro de 2012

A GENTE SE ACOSTUMA - Marina Colasanti

A GENTE SE ACOSTUMA

Marina Colasanti




Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

The Newsroom

Da minha loucura por filmes, todo mundo sabe! :D



Ando achando as produções cinematográficas tão mornas ultimamente que, cada vez mais, foco a minha atenção em séries. Vi tantas séries ultimamente que nem dá pra contar assim nesse intervalinho entre uma correção de prova e outra - vida de fessor, né?! - falando nisso, acho que sou uma péssima professora... é cada resultado que olha! Credo. E claro que a culpa deve ser dessa que vos escreve.
Mas voltando ao ponto inicial desse meu retorno ao "bloguinho abandonado", escolhi contar da surpresa boa que foi pra mim The Newsroom. Ela que passou despercebida por mim até semana passada, me chamou atenção quando li alguma coisa interessante a respeito - sabe-se-lá-onde. 

Lá fui eu baixar o piloto e... Adorei! 
The Newsroom é uma série dramática que se encarrega de mostrar as etapas que envolvem a produção de um telejornal diário. Jeff Daniels é Will, o personagem central da série e o âncora das notícias, aquele que precisa, juntamente com sua equipe, colocar no ar todos os dias os acontecimentos do mundo de maneira política e opinativa. Com dez episódios produzidos para sua primeira temporada, The Newsroom só precisou dos primeiros 20 minutos pra me conquistar irremediavelmente. 
Como não gostar da verborragia de Will dizendo que a America (que claro, pra eles, se resume aos Estados Unidos) não é mais o lugar dos sonhos, mas que pode voltar a ser...
Gosto do jeito como os dramas são desenvolvidos e de como cada personagem consegue cativar algum tipo de sentimento em mim. Adoro a pessoa que Will vai se tornando no decorrer dos episódios.
Ainda não terminei a primeira temporada - parei no 3° episódio -, mas posso dizer que essa já é uma das minhas favoritas - e ela foi renovada (#todasdança \o/). 

Recomendo.


Nota 9,0


Jor

domingo, 5 de agosto de 2012

Carreira? Greve? Professor? Bahia?? Brasil?????



Vamos falar de coisa boa? 

Então, escolhi a frase pra falar sobre a greve dos professores da Bahia e das universidades federais. Greves que afetam um dos setores mais importantes para qualquer nação que pretende chegar a ser uma nação de primeiro mundo. Mas por que essas greves demoram tanto e não são resolvidas com avanços reais pra carreira? Carreira? Que setor profissional é esse que para conseguir qualquer ganho - por menor que seja - precisa "grevear". Não entendo. Definitivamente não entendo. Saúde, segurança, educação não deveriam vir em primeiro lugar pra qualquer nação? E daí me vem a cabeça a conversa com diversos amigos idealistas que veem na revolução individual a solução pra essa subversão de valores. Acho-os todos muito ingênuos ao acreditar que sozinhos possamos ir a algum lugar. Não iremos a lugar algum. Eu, minha vontade, meu idealismo, minha força são basicamente nada diante do todo que se apresenta à frente: o sistema - como apregoam os marxistas de plantão. 
Vejamos o exemplo da greve baiana. 
"É greve. Todo mundo para e vamos apresentar as propostas. Vejamos no que vai dar!". 
Mas nem todo mundo parou. Neverland, por exemplo não parou. Seus diretores Petistas jamais permitiriam que isso acontecesse... daí a força da greve diminui. Alguns lugares próximos a Neverland pararam por um mês, mas daí veio o corte salarial e... e como dizia um professor da UNEB na época em que estive por lá, quem resiste ao cheque especial no final do mês? A gente tem cheque especial pra cobrir e sem salário a vida complica e muito, né não?! 
Resumo da ópera: Salvador, Feira e mais meia dúzia de cidades realmente fizeram a greve de 115 dias... as outras cidades figuraram como meras participações especias no movimento grevista. Uma pena.
E daí a minha constatação inicial é ratificada: sozinhos somos - quase - nada.
A mudança, ao meu ver, vai ser real quando acontecer de cima pra baixo. Quando elegermos um (a) presidente e um (a) governador (a) que estejam realmente preocupado com o setor educacional. Quando tivermos representantes atuantes do setor no senado e nas câmaras.
A gente precisa é aprender que a união faz a força e que votando a gente pode construir uma força bem maior que a força individual. Se Dilma e Wagner não atendem às nossas expectativas, por que continuar elegendo gente que deixa a educação em último plano? (Menos nos planos de governo né? Todos eles sabem bem prometer mundos e fundos na época que precisam prometer - menos em Neverland). 
Parece ingênuo da minha parte, mas acredito que quando alguém no topo da piramide estiver realmente preocupado em melhorar o setor educacional desse país as coisas começarão a acontecer.
Salário nem é a parte mais importante dessa mudança, mas também é parte dela... me preocupo mesmo é com nossa carga horária desumana, salas de aula abarrotadas de alunos, a quase total inexistência de material de apoio didático, a escarça existência de recursos didáticos. Sozinhos não chegaremos muito longe. Sozinhos morreremos na praia dos 14% de aumento e das promessas vazias que nos levam ao nada.
Mas continuo forte sonhando com a minha escolha e fazendo o melhor que posso sempre. E aqui vai um conselho: se é valorização e bom salário que você deseja, parta pra outra... acho que isso está a milhões de anos luz de nós educadores. 
Olho e não vejo nenhuma promessa de mudança ( não nos unimos em torno de um bem comum a todos) e o que temos é a promessa infame da volta de um Lula que já deu o que tinha de dar.


Jor #Chateada :D

domingo, 20 de maio de 2012

Grey's Anatomy - Fim da 8ª Temporada


E quem não sabe do meu amor pela série Grey's Anatomy, ou não me conhece, ou não conhece o meu blog. Vez ou outra escrevo aqui umas coisinhas sobre essa série e hoje vim falar do final da 8ª temporada. Portanto, esse será um post CHEIO de Spoilers. 
O fim da 8ª temporada aconteceu semana passada e ao acompanhar os comentários no twitter vi que as minhas "predictions" sobre o fim se concretizaram - o que foi uma pena. Digo pena, pois Shonda Miseravona matou Lexie e Lexie era uma das minhas personagens favoritas. Aquele jeito engraçado e todos os seus tiques nervosos faziam dela uma pessoa encantadora.
Feito isso nos primeiros minutos do episódio (quem mata uma personagem tão legal e popular nos minutos iniciais de um final de temporada?), uma avalanche de críticas e o ódio pela escritora aconteceu e os blogs que comentam série viraram palco do escárnio público de Shonda Rhimes. Acusaram-na até de querer ser maior que a série. Eu particularmente acho isso um exagero, mas vejamos as cenas dos próximos episódios - que devem acontecer em meados de setembro, como o de costume. 
O episódio "Flight" encerra uma temporada de 24 episódio, com um pouco de ação, uma pitada de comédia e muito de drama. O Avião em que os docs estavam cai e perdidos eles terão de se virar, sabe-se lá como, até a chegada de socorro.
Meredith, como de costume, acorda alheia aos acontecimentos, Cristina perde o sapato na queda, Lexie morre nos minutos inciais, Marc percebe quanto tempo perdeu ao se afastar de Lexie e sofre hemorragia interna percebida com horas de atraso, Arizona parte o fêmur, Derek tem o braço praticamente destruído e o piloto... ah, o piloto é secundário e nem devia ter entrado na contagem  : ).
O episódio todo valeu pela despedida de Mark e Lexie. Uma cena linda e que me fez chorar como nos velhos e bons tempos de GA.... a despedida perfeita de um casal quase perfeito e que merecia ter tido momentos lindos juntos. Uma vida inteira juntos e que acabou antes mesmo de começar direito - "They were meant to be". Quer coisa mais bonita que amor que acaba assim??? Acho lindo, amo histórias do tipo. Eternizadas pela morte, intactas, perfeitas. Nunca serão destruídas pela intimidade, pela rotina... lindo.
Mas apesar de achar lindo, fato é que esse episódio foi feito pra nos deixar furiosos. Como assim, matar Lexie na queda sem a chance de viver um pouquinho desse amor? Já que que a saída da personagem tinha sido decidida meses atrás, porque não dar ao casal alguns momentos juntos?  Como assim, acabar daquele jeito? Todos perdidos na mata? 
Seriously? Seriously?  - essa é a única coisa que você consegue pensar quando Grey's encerra seu voice over.
Estão todos lá e ficarão assim até setembro... Como Shonda Miseravona pôde fazer isso com nossos heróis e heroínas? Como?????
Contudo, apesar de não ter sido um episódio brilhante, ou uma Season Finale maravilhosa como de costume, Grey's tem material e muito material para uma próxima temporada. Muitos ganchos foram deixados e se bem desenvolvidos farão de nós, fãs da série, pessoas bem felizes. Mas o meu feliz com Grey's não tem nada de comediazinha tosca, nem piadinhas de duplo sentido, o que me encanta lá é o drama. E é drama que eu espero ter na 9ª temporada.


Bjo Bjo


Jor

Lexie: Mark, I'm dying. Please tell Meredith I love her and that she is a good sister.
Mark: You don't die today!
Mark: I love you.
Lexie: You don't have to say it.
Mark: I've always been in love with you. I'll always be in love with you. Which is why you have to stay alive. We're going to get married. You'll be an amazing surgeon. We'll have kids.
We're going to have the best life, you and me. You can't die because we're supposed to end up together. We're meant to be.
Lexie: Yeah, we're meant to be.
(Flight - Season Finale Grey's Anatomy)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Babi Rossi, Pânico na TV e a Desnecessidade de Tudo Aquilo

No ultimo domingo todos no Twitter falavam de uma tal Babi Rossi e parecia realmente que a moça estava fazendo algo extremamente impactante e interessante. E estava. Só que ao contrário. O Pânico na TV é um desses programas da nova geração de humoristas Brasileiros que faz tudo, ou quase tudo pra aparecer. Certos de que são os donos do mundo, eles já fizeram de tudo um pouco para alavancar a audiência do programa... de invasões à agressão física, o Pânico se supera em bizarrice a cada novo programa.
Mas domingo foi o ápice da covardia. Claro que moça concordou em raspar a cabeça ao vivo e semi nua. Do jeito que a coisa foi colocada ela não tinha escolha. Diferente das outras Panicats, como são chamadas as assistentes de palco do programa, Babi permaneceu na atração depois da reformulação e transferência da atração para a Band. E já que pra moça aquele é seu ganha-pão, o que ela poderia fazer? Raspar a cabeça ou a porta da rua? Nos dias atuais é melhor raspar a cabeça... o mercado de subcelebridades está cada vez mais abarrotado de gente querendo aparecer. 
Feito isto, no dia seguinte, a moça começou uma batalha para explicar os motivos que a fez raspar a cabeça. Amor à profissão, respeito pela equipe, coragem foram alguns dos argumentos que ela usa para justificar a submissão às ordens de Emílio e sua trupe. Eu nem sou ninguém para julgar a moça por sua atitude, mas acredito que o jeito como o programa tende a tratar as mulheres que fazem parte dele é no mínimo desrespeitoso. Certos de que o que importa é entreter, "os donos" do programa submetem as mocinhas às situações mais constrangedoras. 
Objetos de decoração que exibem seus corpos para a apreciação alheia, sem direito à palavra ou ao simples uso da palavra não, as moças são submetidas a todo tipo de humilhação e desrespeito. O programa chega a ser constrangedor para quem assiste com o mínimo de senso crítico. Certas de que são donas de seus corpos, elas tendem a agir como se essa depreciação fizesse delas mulheres bem resolvidas e descoladas, que não ligam para opiniões alheias e que tem "o direito" de se comportar como carne exposta no açougue.
Será que eu estou ficando exigente de mais, ou é o mundo que está de cabeça pra baixo? Será que toda a luta da mulher por espaço e respeito se resume a isso? Me recuso a acreditar que esse tipo de comportamento contribua em alguma coisa para a liberdade feminina. Ao contrário... acredito que é esse comportamento que nos prende sempre no mesmo ponto: subalternas eternas das vontades bizarras masculinistas/machistas.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Para Sempre - The Vow

O que te acalma? 


Bem, eu diria que poucas coisas me acalmam e pensando bem não consigo lembrar de muitas coisas que me acalmem... mas eis que hoje uma aluna me fez essa pergunta: o que te acalma, pró?!
Na hora a única coisa que me veio à cabeça foi o que me aconteceu ontem. No meio de uma crise de estresse e de falta de paciência com o MUNDO, me bateu aquela vontade de ver um filme. Fui à lista de recém baixados (estou baixando tanta coisa ultimamente) e achei um filme bem, mas beeeem bobinho e que eu estava doida pra ver. Eu tinha um zilhão de coisas pra fazer, mas sem condições psicológicas de me concentrar fiz a única coisa que tinha condições de fazer ontem: vi o tal filme bobinho. E que bobinho aquele filme. E que lindinho aquele filme. Com direito a muitos suspiros apaixonados eu vi, sem desgrudar o olho da tela, um dos filmes mais fofinhos dos (meus) últimos tempos. 
Para Sempre é um draminha-comédia-romântica que combina as belezas de Rachel McAdams e Channing Tatum a um clima romanticamente arrumado para "matar" de amor os românticos de plantão -eu, no caso. 
O filme narra a história de um casal apaixonado que acaba separado por um acidente automobilístico. Depois do acidente de carro em que o casal se envolve Peige acorda sem a memória dos anos que viveu com Leo e acaba por transformar a vida, até então, quase perfeita do casal, em um campo de batalha em busca das lembranças perdidas. O filme foi baseado em fatos reais e isso deixa a história ainda mais encantadora. Quer coisa mais linda e "desestressante" que o amor romântico do cinema? Pra mim é como uma massagem na alma. Recoloca tudo no lugar - ao menos por um tempo! 
Um dos temas centrais da trama diz respeito ao que Leo considera os pontos marcantes de nossas vidas, aquilo que nos transforma durante a nossa jornada por aqui. Para ele o que te faz ser o que você é, não diz respeito a nada positivo ou organizado, o que te faz ser o que você é são os pontos de impacto que você enfrenta na vida. Aqueles momentos da vida que te colocam diante do inevitável, diante do real e quase fatal. São esses momentos de impacto que vão te transformando durante a vida. 
E eis aí o problema que ele enfrentará. Como lidar com a Paige de antes? Como lidar com a mulher que ele nem chegou a conhecer? Peige já era outra pessoa, já tinha passado por muitos impactos quando o conheceu, quando se apaixonou por ele. Como ele faria para conquistar essa Peige do passado?
Mas é isso... nem vou contar o resto, não é? Que graça teria?
Vejam! 
Me contem...

Bjo Bjo

Jor

sábado, 14 de abril de 2012

Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual

E anda um pouco difícil encontrar coisa boa pra assistir esses dias, por isso que quando @DonaFarta me indicou Medianeiras eu fiz questão de conferir (ela nunca indica filme ruim, é impressionante!).
Uma cidade grande com milhões de possibilidades e dois jovens que não conseguem se relacionar com nenhuma dessas possibilidades... Medianeiras reflete sobre o modelo de relacionamentos atuais: estaríamos, realmente, conectados, ou cada vez mais distantes um dos outros? Sabemos ainda como nos relacionar, ou desenvolvemos uma maneira esquizofrênica de ver as coisas e o outro? 
Assim, no meio da esquizofrenia atual, Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala, de Lope) tentam descobrir um jeito de sobreviver à solidão e de achar um par que lhes possa acompanhar na jornada diária. Sem saber que estavam destinados, eles se cruzam diariamente na babilônia de prédios existentes em Buenos Aries.
O cinema Argentino produz filmes excelentes de vez em quando - Sete Rainhas, De Olhos Bem Fechados - e esse foi uma grata surpresa que Fartinha me proporcionou. Um filme, que apesar de parecer dramático, é leve e tem um quê graça envolvente e cativante.
No dia em que me indicou o filme ela me disse que no final do filme a gente fica com aquela sensação de que tudo vai dar certo e foi exatamente assim que eu me senti.

Super indico :D

Nota 9,0

Jor

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Artista


Gente, quanto tempo, não é? Mas é exatamente a falta de tempo que tem me mantido longe do meu blogzinho querido do coração... ai, que saudade.
Já fazem uns dois meses que não tenho tempo pra fazer o que mais gosto de fazer na vida: ver filme. Sério, dois meses na mais absoluta falta de filme... já estava ficando até meio doida, enlouquecida mesmo. Mas eis que sábado, depois de um sábado letivo bem divertido eu declarei a minha independência e deixei tudo de lado para ver O Artista.
Assisti ao Oscar, apesar de ter visto bem poucos dos filmes que circularam por lá, e o que me chamou mais atenção naquela cerimônia morna e meio sem graça (esse ano foi de lascar de ruim, viu?) foi aquele lindo Francês, de rosto tão expressivo e que tirou o tão esperado prêmio da mão dos figurões Norte-Americanos. Jean Dujardin é George Valentin um ator muito bem sucedido do cinema mudo que se depara com a revolução trazida pelo o advento do som - falar afinal, não era a coisa mais importante no início da aventura cinematográfica. George não adere e nem tenta aderir a novidade e simplesmente se recusa a atuar em um filme em que tenha que abrir a boca. Quem viu O Cantor de Jazz ou ainda Dançando na Chuva vai achar semelhanças no modo de contar essa parte da história do cinema, mas mesmo assim eu diria que O Artista é uma obra singular pelo simples fato de ser uma obra tratada com cuidado... a beleza do filme faz com que tudo seja muito bonito de se ver. 
O Artista é um desses filmes para quem gosta de cinema e para quem gosta de observar a origem do cinema.
Indico para quem gosta de apreciar obras que não são comerciais que possuem um alto valor artístico. Mas sem exigir de mais da história, apenas aproveite os momentos em frente a Tv.
Não vi muita coisa ainda do Oscar desse ano, mas acredito que os prêmios que O Artista recebeu foram todos merecidos. 


Jor 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

50%

O que você faria se descobrisse que tem apenas 50 % de chances de sobreviver a uma doença?
Eu imagino que essa não é uma notícia muito boa de se ouvir e confesso que se acontecesse comigo ficaria bem mais concentrada nos 50% negativo das chances... seria um "e se" doZinfernos.

Adam corre, como o de costume, para manter a forma e a saúde. Parado em frente ao semáforo, espera ele abrir em uma rua deserta. Enquanto espera, assiste uma mulher atravessar correndo a rua sem nem mesmo considerar o sinal fechado, por alguns segundo ele considera fazer o mesmo, mas desiste e espera o sinal abrir. É nesse momento que percebemos o quão cauteloso Adam é em sua vida e ao mesmo tempo de como essa cautela não é garantia de absolutamente nada. Adam (Joseph Gordon-Levitt) é um jovem escritor de programa de rádio de 27 anos que bebe pouco, não fuma, e não dirige. O porquê de não dirigir só vamos ficar sabendo bem a frente, quando ele confessa que nunca dirigiu pois as mortes no trânsito ocupam o quinto lugar no causa morte Norte-americano. Em seguida ele se lembra que o número 4 desse mesmo ranking é o câncer. 
Numa sequência lindamente desenhada, Adam se dá conta de que seus cuidados não evitaram o seu "infortúnio".  Adam vê sua vida virar de pernas pro ar ao descobrir um tipo raro de câncer na coluna. O rapaz que até então nunca havia se preocupado com a saúde passa a viver em função dela e tem de aprender a lidar com essa situação e com as consequências oriundas dela: a perda da vitalidade física, a traição da namorada, o relacionamento com a mãe sufocante e com o pai doente e a iminência da morte. 
O roteiro do filme é baseada no livro I'm With Cancer e ao refletir sobre a história eu diria até que Adam é um cara de sorte. Ele consegue superar seus obstáculos com ajuda de pessoas bem especiais. Entre elas estão, a jovem e inexperiente psicologa Katherine (Anna Kendrick) que o faz rever alguns conceitos sobre o seu estado e depois acaba se tornando seu novo amor (apesar de ser inadequado - piada interna do filme), e o melhor amigo Kyle (Seth Rogen) que, apesar de parecer inconsequente e irresponsável com a saúde do amigo, está apenas tentando ajudar o "dude" a passar pela pior situação de suas vidas. 
Apesar de parecer um drama daqueles, eu diria que 50% se encaixa mais no gênero comédia. É impossível não dar umas boas risadas com essa história. É claro que tem suas grandes doses de drama, mas no geral é divertida e leve. Pela primeira vez em muito tempo em filmes sobre câncer o mocinho sobrevive para contar, literalmente, a história. E isso foi muito bom. 
Eu diria ainda que esse é um desses filmes a serem guardados. Uma ótima história, com ótimas atuações que ainda traz no elenco Anjelica Huston como coadjuvante.
Apesar de ser uma história belíssima o filme não chamou a atenção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e, como pudemos observar nas indicações ao Oscar 2012, nem foi lembrado por ela. Uma pena.
Mas é isso, gente. Vejam o filme e me contem depois ;)



E na trilha sonora tem uma música adorável chamada To Love Somebody dos Bee Gees. Ela é bem retrô e muito linda. Já contei a vocês que acho que nasci na década errada? Pois nasci! (risos)



"You don't know what it's like, baby
You don't know what it's like
To love somebody
To love somebody
The way I love you"
#10#

... e prometendo voltar sempre, até o próximo post!

Jor 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Indicados ao Oscar 2012

Oi gente!
Saiu a lista dos indicados ao Oscar 2012 e como eu sou uma cinéfila assumida resolvi postar aqui as indicações das categorias que me interessam. Vamos a elas:

  • MELHOR FILME
Cavalo de Guerra (Não vi ainda e nem achei pra baixar);
O Artista (Já está baixando ;D );
O Homem que Mudou o Jogo (Até comecei a ver, mas dormi na metade. Vou fazer uma outra tentativa);
Os Descendentes (Baixei);
A Árvore da Vida (Baixei, comecei a ver, mas desisti na metade. Achei muito denso e não estava psicologicamente preparada);
Meia-Noite em Paris (Baixei, amei e já até postei aqui);
Histórias Cruzadas (Já está baixando);
A Invenção de Hugo Cabret (Já está baixando)
Tão Forte e Tão Perto  (Achei bem interessante, mas não achei pra baixar :'( )
  • MELHOR ATOR
George Clooney, "Os Descendentes"
Jean Dujardin, "O Artista"
Gary Oldman, "O Espião que Sabia Demais"
Brad Pitt, "O Homem que Mudou o Jogo" (Gente, que filme chato!)
Demian Bichir, "A Better Life"
  • MELHOR ATRIZ
Glenn Close, "Albert Nobbs"
Viola Davis, "Histórias Cruzadas"
Rooney Mara, "Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
Meryl Streep, "Dama de Ferro" (Esse filme deve ser um espetáculo só por causa dela!)
Michelle Williams, "A Minha Semana com Marilyn"
  • MELHOR DIRETOR
Michel Hazanavicius, "O Artista"
Alexander Payne, "Os Descendentes"
Martin Scorsese, "A Invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen, "Meia-Noite em Paris"
Terrence Malick, "A Árvore da Vida"
  • MELHOR ATOR COADJUVANTE
Kenneth Branagh, "A Minha Semana com Marilyn"
Jonah Hill, "O Homem que Mudou o Jogo"
Nick Nolte, "Warrior"
Christopher Plummer, "Toda Forma de Amor"
Max Von Sydow, "Tão Forte e Tão Perto"
  • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Berenice Bejo, "O Artista"
Jessica Chastain, "Histórias Cruzadas"
Melissa McCarthy, "Missão Madrinha de Casamento" (Também já postei aqui, e Melissa está realmente incrível)
Janet McTeer, "Alfred Nobbs"
Octavia Spencer, "Histórias Cruzadas"

Então é isso... a cerimônia de entrega do Oscar vai acontecer no dia 26 de fevereiro em Los Angeles. Daqui até lá temos tempo para colocar a maior parte dos filmes em dia.


Jor 

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Pele que Habito - Almodóvar em Seu Melhor Estilo

A diferença entre um grande filme e uma bobagem dessas que tanto vejo e posto aqui está, em minha humilde opinião, na direção da obra. Claro que o roteiro ajuda muito, mas a direção dita o ritmo da obra e o encantamento dela sobre o espectador. E foi exatamente encantamento que aconteceu comigo em A Pele que Habito, ultimo filme de Almodóvar. Almodóvar de quem sou fã declarada e portanto você não deva atribuir ao filme a expectativa que ofereço aqui.
O filme conta a história de Robert Ledgard (Antonio Banderas), um importante cirurgião plástico, que desde a morte de sua esposa e filha passa a buscar a criação de uma pele artificial que seja capaz de resisti a qualquer degeneração. Para conseguir chegar ao seu objetivo, Ledgard tem que abrir mão de qualquer escrúpulo e ética profissional. Mas na verdade o que mais impressiona é a capacidade de Almodóvar em nos mostrar a história de diferentes perspectivas. O ir i vir do enredo, o suspense mantido durante a trama, mesmo quando o autor nos desvenda os pequenos mistérios dela, e principalmente a capacidade de maximizar os detalhes dentro da mesma. 
Nada em A Pele que Habito passa impunemente na trama. Até os menores detalhes possuem o seu lugar de destaque no desenrolar da história. Esse doutor Victor Frankenstein moderno possui lá os seus encantos, não podemos deixar de ver toda uma beleza em Antonio Banderas e em sua louca obsessão pela criatura perfeita e linda, mas como no Frankenstein original em A Pele que Habito a criatura se volta contra o criador e toma de volta a sua liberdade.
Há muito o que se falar em A Pele que Habito, mas prefiro deixar por sua conta dos comentários. E aí, o que você achou do filme?
#10#
Jor    

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Noite de Ano Novo

E já que o meu fraco é um "romancezinho" bem água com açúcar, lá vamos nós para mais um desses exemplares de pura fofura (não esperem grande coisa, apenas uma coisa leve e bonitinha para uma noite tranquila de férias).
Noite de Ano Novo, continuação de Idas e Vindas do Amor, é uma comédia romântica que segue a linha do anterior - um punhado de histórias conectados por um tema central, que neste caso é a festa de ano novo. Para falar a verdade não é AQUELE filme, mas da pra tirar uma coisinha ou outra que valem o tempo dedicado à ele.
Pra começo de conversa só assiste ao bendito porque nele estavam o fofinho do Ashton Kutcher, a Katherine Heigl (minha eterna Izze Stevens do Grey's Anatomy) e a gracinha da Abigail Breslin (gente, como ela cresceu e como ela está se tornando uma mocinha linda), sou uma super fã desses três e queria muito ver essa galera "junta" em ação. O filme é meio caótico e peca pelo excesso de estrelas atuando no mesmo roteiro. Em Noite de Ano Novo temos um recorte de história que são composta pelos três primeiros citados aqui e mais Halle Berry, Jessica Biel, Chris Ludacris Bridges, Robert De Niro, Josh Duhamel, Zac Efron (que está muito engraçadinho), Hector Elizondo, Seth Meyers, Lea Michele (Rachel Glee), Sarah Jessica Parker, Michelle Pfeiffer (hilária), Til Schweiger, Hilary Swank, Sofía Vergara e pasmem, Jon Bon Jovi. Ufa! Já dá pra imaginar o cuzcuz marroquino que saiu disso, nean? 
Claro que no meio disso tudo dá pra tirar uma história ou outra que se aproveite e até existe um elemento surpresa (que no meu caso não foi tão surpresa assim - o olho de quem assiste à muitos filmes previsíveis acaba pegando o jeito da coisa).
Mas no todo a história me ganhou mesmo foi pelo clichezão. Todas aquelas promessas feitas na véspera de ano novo (que quase sempre não cumprimos), toda a reflexão que fazemos a respeito de nossas vidas - o que fizemos, o que iremos fazer e tal - as descobertas inesperadas que sempre acontecem quando menos estamos esperando... pois é, estou num momento frágil, com muita vontade de colo e coisinhas assim me deixam emocionalmente tocada. 
Como não fiz nenhum tipo de promessa, comum aos blogs no período de virada de ano, optei por escrever essas poucas linhas sobre essa história bonitinha. Não vou me atrever a dar dicar da trama, pois ela é cheia de histórias distintas e eu acabaria me perdendo. 
Mas vejam. É bem bonitinho e no final até que vale à pena.
Jor

"Às vezes parece há tantas coisas incontroláveis no mundo. Terremotos, enchentes, reality shows. Mas é importante lembrar-se das coisas controláveis. Como o perdão, segundas chances, recomeços... Porque a única coisa que muda o mundo de solitária a lindo é o amor. Em qualquer uma das formas. O amor é a esperança. Esperança pelo Ano Novo! Essa á a véspera de Ano Novo pra mim. Esperança é uma ótima festa. (Noite de Ano Novo)





Dedico esse pequenino post ao senhor Alberto, meu fiancé, por todo perdão e recomeço que ele me oferece todos os dias e principalmente por sua dedicação em transformar minha tristeza em felicidade...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Receita - Pão de Metro

Quando as férias chegam eu fico assim meio Ana Maria Braga e começo a inventar delícias pra comer. Hoje à tarde resolvi testar uma receita que minha sogra me deu e que está na família já tem um tempo. Vou repartir aqui com você, pois deu super certo e ficou uma delícia.
Vamos à receita
Primeiro, misture

  • 02 envelopes de fermento biológico;
  • 02 colheres de sopa de açúcar;
  • 02 colheres de farinha de trigo;
Na sequência adicione meio copo de água morna misturando até formar um mingau. Deixe descansar por 10 minutos. Depois misture, 

  • 02 ovos;
  • 04 colheres de margarina;
  • 01 copo de leite morno;
  • 1 colher de sopa de sal;
... e adicione aos poucos 01 quilo de farinha de trigo até atingir o ponto (sovando sempre pro pão ficar fofinho). Deixe descansar por duas horas. Depois do descanso, abra a massa com rolo e enrole como um rocambole; Pincele com gema e azeite doce, deixe dobrar de volume e coloque para assar em uma assadeira untada com margarina e farinha de trigo.


Como recheio eu indico um patê de atum bem simples:
Bata no processador cebola, tomate, cheiro verde e cebolinha misture a duas colheres de requeijão cremoso e uma latinha de atum ralado. Pronto! É só rechear o pão de metro e partir para o ataque! 


Bon Appétit :)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mas e Esse Alguém Existe?

Sabe aquela sensação de que perdeu alguma coisa? Bateu esse sentimento agora, mas não vou dizer o porquê dele.
Por vezes procuro alguém, algum sinal, alguma conexão e não acho, sabe? Falta algo, quebrou-se alguma coisa e não consigo entender como ou onde isso aconteceu....
Sei que esse lugar é público demais pra expressar alguns sentimentos, mas hoje eu não vejo onde mais poderia fazer isso. Uma série de coisas acontecem comigo e o que eu mais gostaria de fazer é falar com alguém sobre isso, mas e esse alguém existe?
Em alguns momentos da vida acredito que sim, em outros tenho certeza que não. Andei esses dias querendo conversar com Beto, que parece ser o mais próximo que alguém pode ser de mim nesse momento, mas o moço encara tudo ultimamente como se não fosse importante... pra quê falar? Deixa isso pra lá, diz ele. 
Mas eu quero falar, cacete! Quero gritar, na verdade! 
Na maior parte do tempo sou polida, educada e você nunca ouvirá de mim nada desagradável pelo simples fato de odiar ser desagradável com alguém. Acho o cúmulo ser desagradável, principalmente com aqueles que não tenho intimidade... 
Mas as vezes , só às vezes, deixo escapar alguma coisa desagradável, sarcástica ou "deseducada" e quando vejo, bum, a merda já está feita. Geralmente essas merdas são feitas como pessoas que considero realmente parte daquilo que chamo de minha extensão mãe, pai, irmão, Beto, Tia Sonia (não é muito bom ser sarcástica com ela, pois ela tem a incrível mania de se fazer de desentendida e de transformar o meu sarcasmo em piada dela), Tia Célia, Soraya, Tio Joaquim, Tiago... 
Mas o fato é que essas extensões nem sempre estão dispostas a entender a minha sinceridade como sinceridade. Na verdade elas tendem a entender minhas verdades como ofensas pessoais imperdoáveis. Aí, fico aqui pensando que, na verdade, o que eu sou de verdade não pode nunca vir a tona, pois se nem as pessoas que "deveriam" encará-las com naturalidade e sem rancor encaram sem naturalidade e com rancor, quem vai encarar? 
Certa vez li algo que diziam ser de Shakespeare (se é que esse Shakespeare realmente existiu algum dia) e que falava mais ou menos que você deve construir em sua vida pontes, pois as pontes ligam as pessoas à sua vida, enquanto os muros - que podem até te proteger de alguns riscos - deixam as pessoas fora de sua vida. Em noites assim, quando coisas assim acontecem fico pensando que talvez eu tenha construído muros altos demais. Muros tão altos que ninguém deseja escalar pro lado de cá. 
Daí volto a pergunta inicial, e esse alguém que queira escalar pro lado de cá existe? E se esse alguém existe ele vai gostar do que vai ter do lado cá? Depois de tanto tempo construindo muros, começo a acreditar que não.








Lembrando do post anterior em que eu escrevi sobre Grey's Anatomy digo que, de verdade, adoraria ser a Cristina Yang de alguém...







Jor   

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Suddenly

Depois de um loooooooogo tempo fora daqui (por motivos alheios a minha vontade) resolvi voltar... mas não voltarei de vez, vou voltando aos poucos. Uma das metas desse ano é escrever mais e mais e esse aqui será um espaço apropriado para isto.
Voltei para falar de um vício, Grey's Anatomy. Essa série estadunidense que já está na 8° temporada e que consegue, eu não sei como, ficar melhor a cada episódio. Conheci os "docs" quando a série passou no Sbt, sei lá quando (desconfio que foi lá em 2005 antes da faculdade começar, prq eu era um zumbi vagabundo que podia perder noites de sono assistindo a séries de Tv na madrugada), mas lembro que gostei à primeira vista.
A princípio porque me lembrava Plantão Médico (ER), depois por me apaixonar por Meredith Grey e sua confusão sentimental. Só sei que até hoje sou viciada na galera do hospital Seattle Grace e cada ano que passa eles conseguem prender ainda mais minha vontade. Amo o casal Mcdream (é incrível como eles parecem com um casal que eu conheço tão bem quanto a palma de minha mão... lendas vivas como eles), e as confusões na irmandade de amigas que existe entre Cristina Yang e Meredith Grey; adoro torcer por elas e pela a amizade delas, que mesmo passando por altos e baixos sempre resite a tudo e sai de cada crise ainda mais fortalecida.
Em Grey's Anatomy já aconteceu de tudo. Ano passado houve até um episódio em homenagem à série Glee - imagine aí um monte de médico cantando! Foi lindo.  
As séries estadunidense fazem uma parada no final do ano, umas especie de férias para o elenco e que deixa ganchos na história para o ano seguinte. O fato é que em Grey's esses ganchos nunca são ganchos bobinhos... na verdade esses ganchos servem pra quem é viciado na série como um tipo de tortura por ter que esperar tanto tempo pra ver o desfecho deles. A cada ano eles ficam cada vez mais "torturantes" e esse ano eu confesso que fiquei com muita raiva por ter que esperar um mês todo pelo desfecho do episódio Dark Was The Night. ----------------> se você não gosta de Spoilers, pare de ler agora.
Quando Teddy teve que deixar Henry (seu marido lindo) nas mãos dos colegas do hospital, eu pensei que tudo ia ficar bem, afinal Cristina ia operar o cara e ela é a melhor. Mas quando Henry morre a coisa para de fazer sentido... poooooxa, Teddy e Henry estavam sendo o único casal REALMENTE feliz naquela bagaça.  Com Henry morto e Meredith acreditando que tinha perdido todas as chances de ter Zola (a garotinha que ela e McDream estavam tentando adotar) de volta, bateu aquela tristeza por ver meu casal preferido (Mer e Derek) cada vez mais distante um do outro, e Henry deixando a série (que Henry lindo, gente! - aquele visual vai fazer falta, viu?!). Daí, apesar de Henry estar morto, Owen (O novo dono do pedaço) resolve não contar a Teddy que o marido dela se foi. Tudo isso para segurar a doc na sala de cirurgia enquanto ela realizava um procedimento que nem Yong faria. Aliado a isso temos Meredith e Alex se envolvendo em um acidente de carro que coloca suas vidas em perigo. Aí o episódio acaba e bate aquele ódio por ter que esperar pelo próximo, que nesse caso levaria quase um mês.
Mas um mês passa rápido e eis que hoje vi o tão esperado (por mim) Suddenly. E que lindo, viu?! Foi um daqueles episódios que devolvem o gosto pela série... Mer e Derek fizeram as pazes e voltaram a ser o casal mais lindo do mundo, Cristina parece finalmente perceber que Owen não é mais o homem ideal pra ela, a pequena Grey percebeu a besteira que fez deixando Mark e Teddy?! ah, Teddy me fez chorar... 
A série deu uma mexida boa e pelo que ando lendo sobre ela muita coisa vai mudar nos próximos capítulos... 
E eu? Ah, eu continuo viciada nela, mesmo quando ela fica chata!

Pois é, por enquanto é isso. Vou ficando por aqui e prometendo voltar em breve!

Cheiros!

Jor




Meredith: “Derek, essa é nossa filha?”
Janet [para Meredith and Derek]: “Ela é sua.”
(Grey's Anatomy - Season 8)