domingo, 27 de agosto de 2017

Filme - Reza a Lenda



E daí que hoje vi Reza a Lenda... ele tava baixado fazia um tempo, mas percebi ele no netflix e fui lá ver. Lembro que desanimei com filme quando li uma crítica que detonava a história no omelete. Pois é, deixei a opinião de alguém que eu nem conhecia me desanimar pelo filme que eu tava doida pra ver. Doida, pois amo cinema nacional e nessa pegada sertão então... 

A história gira em torno de um grupo de foras da lei que roubam uma santa na esperança que o tal roubo faça chover. A falta de chuva já estava causando transtorno na região e esse grupo que meio que estava alí para ajudar os necessitados, acaba por procurar conselhos com um curandeiro que determina que o roubo deve acontecer para que a chuva finalmente volte a aparecer. Parece bem simples, meio bobo até, mas a gente acredita nisso, não é?! Por aqui, quantas vezes não digo durante o sol de rachar que alguém precisa roubar São José? 


Algumas coisas lá me fizeram querer vir aqui para escrever... e faz tempo, não é?! Pois é!
O personagem central descobre no final que a Santa é só uma imagem... e que não há caminho, o caminho se faz ao caminhar. Basicamente ele se liberta da necessidade de seguir um padrão que até então vinha seguindo... 

Achei algumas sequencias problemáticas... a maior delas, a cena final em que o grupo infrator atira com metralhadora em um outro grupo, também infrator... pareceu mal feita, ficou um tanto corrida, uma coisa feita para causar. Não causou. E foi desnecessária. A história já tinha chegado onde deveria chegar. 
Também achei exagerada a violência empregada, mas aí é um problema meu e não do filme. Ando cada vez mais intolerante a cenas assim...

Daí no final o filme encerra com a linda da Pitty (não com a Pitty em pessoa, mas com essa música incrível dela):


Chega dessa pele, é hora de trocar...

Sim, esse trecho ficou ecoando em mim e me fez vir aqui a essa hora escrever sobre isso.
Chega dessa pele... chega... tá na hora de trocar.
As vezes eu digo na terapia que estou engasgada, parece que que vou sufocar. A terapeuta sempre me pergunta se é confortável a situação e por que eu não faço nada para mudar. Daí a gente analisa o que me trouxe até aqui. O que me moldou, me fez, me construiu... 
Quanto tempo leva para se desfazer das amarras? Quanto tempo leva pra desconstruir tudo que me trouxe até aqui? 
Sei que estou melhor. Consigo enxergar a evolução, mas sabe quando mesmo evoluindo a evolução não te satisfaz? Então... 
Quando vou trocar essa pele? Quando tudo isso vai finalmente acabar? Isso vai acabar?

Mas ok! Eu vim aqui falar sobre Reza a Lenda. Acho que Ara entendeu que já era hora de trocar de pele. E ele trocou lindamente. Ficou em mim algumas coisas que vão comigo (ficou também a certeza que não dá pra dar confiança pra crítico de cinema)... e meu zeus do céu como eu amo cinema nacional!


Jor

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Resumo: David Copperfield


Nasço:
David já nasce marcado pela morte do pai e sendo motivo de desgosto para a tia que esperava que ele fosse uma menina.Neste mesmo capítulo conhecemos a mãe de David e é possível perceber que se trata de uma mulher frágil e muito vulnerável.
Observo:
David Observa a sua infância como um momento vazio e sem grandes acontecimentos. Somos então apresentados ao homem que no futuro será o padrasto de David. Um homem que já se mostra autoritário, frio e manipulador.
Uma Mudança:
David é enviado para a casa de Peggotty (empregada da família Copperfield) onde conhece uma realidade completamente diferente da dele. Ele se encanta por Emily e constrói com a família de Peggotty uma relação de muito respeito e carinho. Ao retorna, David descobre que sua mãe esta agora casada e sente o primeiro impacto da mudança: trocam o seu quarto de lugar na casa e o canil que antes estava vazio agora é ocupado por um cachorro neda amigável.
Caio em Desgraça:
David entra verdadeiramente em contato com o padrasto e percebe que a sua vida ao lado dele não será fácil. Murdstone se mostra um homem dominador e violento. Ele leva a irmã Jane para morar com eles e David nota que ambos, Muderstone e a irmã, exercem um domínio devastador sobre sua mãe. David chega a descrever o comportamento da mãe como "submissa". Clara passa a viver em meio a abusos psicológicos constantes. Tanto a cunhada quanto o marido fazem dela um fantoche.
Expulso de Casa:
David é enviado a um colégio interno... durante a viagem ele é engando por um funcionário de um restaurante em que pára para comer demonstrando assim a sua ingenuidade diante da vida. Ao chegar no colégio descobre que os alunos estão de férias. O colégio também se mostra um ambiente extremamente abusivo.
Amplio meu Círculo de Relações:
Os alunos regressam das férias e encontram David. Ele consegue a aceitação por parte dos colegas e conhece Steerforth, aquele que vem a ser o aluno mais popular da escola e aquele que desfruta de algumas regalias por parte dos donos da escola. Steerforth demonstra um comportamento pernicioso, mas David ainda não consegue enxergar isso nele e tem nele sua maior referência na escola.
Meu Primeiro Semestre na Salem House:
Somos apresentados aos personagens que vivem no colégio interno. Entramos em contato com a real natureza de Steerforth e com as várias formas de violência vividas pelos alunos da escola (confesso que achei um capítulo massante).
Minhas Férias. Principalmente uma Tarde Feliz:
David volta para casa depois de sete meses de ausência. Ao chegar encontra a mãe com um bebê no colo e descobre que tem um irmão. Sente ciumes a princípio, mas depois se apega a ideia de ter um irmão. Muderstone e Jane não estão em casa, e desse modo, ele, Clara, o Bebê e Peggotty passam um tarde muito agradável juntos. David consegue sentir a mudança no comportamento da mãe. Esse comportamento é contrastado quando Muderstone e a irmã voltam para casa e clara passa a se comportar de maneira perturbadora.
Um Aniversário Memorável:
No dia do seu aniversário David recebe a notícia da morte de sua mãe 💔💔💔



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Livro/Filme - Como Eu Era Antes de Você


Gente, sabe o que é ódio por uma adaptação? Então! É o que eu to sentindo pela adaptação de Como Eu Era Antes de Você. Eu me senti enganada, sabe! Os trailers eram maravilhosos, o elenco era qualquer coisa de muito fofinho, a divulgação no instagram me fez babar muitas vezes, mas o filme é brochante. Talvez o meu erro tenha sido ter ido com toda expectativa do mundo pra esse filme, mas principalmente ter lido o livro antes, pois diante do livro o filme não tem a menor chance. Talvez ele funcione com quem não leu o livro, mas acho meio unânime entre todo mundo com quem conversei que a adaptação pro cinema ficou uma merda. 
O livro é alegre, divertido, apesar do tema casca dura, e a narrativa leva a gente de maneira bem fluída. Os personagens são cativantes, até os secundários fazem com que a gente se prenda as histórias, mas Lou e Will desempenham um papel fundamental pra quem leu e gostou no quesito "personagem que me fez cair de amores". Will é grosso, irritante, arrogante, mas quem não teria essas características na pele dele? Lou é amalucada, sem perspectiva, e tá ferida de maneira que paralisou sua vida por causa das marcas dessa ferida. O filme ignora completamente a história de Lou. Não há explicação plausível do motivo que a fez ficar ali, mesmo tendo conseguido entrar no tão sonhado curso de moda na faculdade. Ela virou apenas uma pessoa fraca que ficou alí acomodada naquela vidinha... 
Vendo filme (e eu vi três vezes pra acreditar naquela bosta) parece que o roteiro foi feito através de recortes. Pararam um dia alí e saíram recortando a história pra ver no que é que dava. Deu numa merda enorme. 
Usei na aula com meus alunos de ensino médio pra discutir sobre eutanásia e disse a eles várias vezes que lessem o livro, mas a maioria (aqueles que não tinham lido) achou o máximo. Fez sucesso entre eles... daí segue a ideia de que se você não leu o livro, talvez, mas só talvez você até goste da colcha de retalhos lá que fizeram... eu vou preferir ficar com a versão impressa de Lou e Will. E por falar nisso, na versão impressa do livro a minha visão de adultinha conseguiu entender e respeitar completamente a decisão de Will e no filme esse foi o único momento que caiu um cisquinho no olho, deu uma certa emoção ver Will e Lou se despedindo em carne e osso.
Odiei o filme. Mas segue a vida, tem outras adaptações! :)       





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Still Alice



Alice é uma professora de linguística bem sucedida, tem um marido incrível e três filhos maravilhosos... uma vida feliz e perfeita. Mas ao perceber que está esquecendo coisas corriqueiras no seu dia a dia ela procura um neurologista e é diagnosticada com um tipo precoce e muito agressivo de Alzheimer. Rapidamente Alice é engolida pela doença.
Still Alice é um drama forte em que a personagem central sofre as consequências familiares e sociais de perder a memória de forma muito rápida. Ela ainda é Alice professora, esposa e mãe lutando com o que tem para não deixar de ser quem é e ao mesmo tempo não está mais ali, não tem nenhuma chance diante da doença e sabe disso. Dá pra imaginar o desespero de uma doença assim? Não é bonito e a gente sabe!
Mas o mais triste é perceber o comportamento da família... a maioria das pessoas se afasta, se esconde ou já a encara como alguém que não tem mais porque ser ouvida. É bem triste. Até onde vai o amor dos que nos cercam por nós? Até que ponto alguém da nossa família estaria disposto a ficar ao nosso lado diante de situação tão difícil como essa? Na história do filme Alice acaba sendo deixada de lado pelo marido e por dois dos filhos. Agem em sua presença como se ela não estivesse mais lá, desrespeitam suas vontades anteriores à doença, fogem dela e da doença dela, esquecem quem ela era.
A filha mais nova de Alice, aquela que não se enquadrava no que ela queria pra vida dos filhos, permanece ao lado da mãe. Sobram as duas lutando pra não perder o restinho de Alice que ainda há lá.
No fim da história (de todas as histórias, inclusive - da minha, da sua, da dela) o que importa é o amor... o amor que a gente sente e o amor que sentem por nós. Só o amor faz com que alguém ajude outro alguém a atravessar um momento tão doloroso como esse. Como naquela frase clichê: o amor constrói pontes indestrutíveis. Mas como saber se é amor o que estamos construindo? Não dá pra saber?! Alice achou que era, mas não era. Você e eu podemos estar achando errado também.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Não desista!


Esse post aqui é pra você que está passando por um momento difícil, seja ele qual for. E quem escreve aqui é uma pessoa bem cética, que não acredita num monte de coisas, mas que sentiu essa necessidade agora de te dizer que tudo vai ficar bem.
As vezes a gente fica tão envolvido pelo momento ruim em questão que esquece de respirar e olhar pro que tá em volta (eu sei, muitas vezes o que tá em volta não é nada animador, mas é preciso olhar em volta e achar novos pontos de equilíbrio). É importante respirar, e levantar a cabeça, e buscar algo pra se apegar, mesmo que esse apego possa ser fruto de novas frustrações e angústias, pois vamos ser sinceros, né, viver é se frustar e angustiar com coisas que na maior parte do tempo não estão ao nosso alcance resolver. 
Vamos aos clichês: a vida é cheia de grandes oportunidades (mas esse é um clichê verdadeiro), a gente pode sempre recomeçar quando quiser, ou puder, ou decidir... todos os dias são muito importantes durante a batalha, mas o mais importante é ter em mente - todos os dias - um grande: "HOJE EU NÃO VOU DESISTIR".
Mesmo assim eu seu que é difícil... que em alguns dias seja quase impossível, mas é muito importante que você procure novos focos. Vai passar. Vai ficar melhor. E mesmo que demore, mesmo que você perca algumas batalhas, você terá grandes chances de sair dessa vitorioso. É importante que você não desista. 
E prq me deu vontade de te dizer isso? 
Prq eu queria muito que alguém me dissesse isso. Eu queria muito que alguém me pedisse pra não desistir! Mas advinha? Eu aprendi a me pedir isso todos os dias. 
- Não desiste, Jó. Tenha força! Grandes coisas estão por vir (as minhas pequenas grandes realizações estão aí esperando por mim). 
As vezes eu consigo, as vezes eu desisto. Hoje eu consegui!
Então, se você está passando por algum momento difícil eu quero te pedir pra não desistir. Vai passar. Não desista!


Jor

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Fate...



Que a paz esteja dentro de você hoje.
Que você creia estar exatamente onde você deve estar.
Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do destino.
Que você usufrua as graças que recebeu e passe adiante o amor que lhe foi dado.
- Prece de Madre Teresa


Eu estou exatamente onde devo estar... 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Frances Ha


Aos 18 anos é bem normal a confusão sentimental que a vida adulta faz crescer em quem ainda está aprendendo a lidar com ela. Aos 25 é aceitável que você ainda não saiba lidar direito com ela, mas espera-se que você já esteja acostumado com o caos e que já até se encaminhe a viver melhor com ele.

Entretanto, Frances tem 27 anos e ainda se nega a crescer e se tornar uma adulta responsável por seus atos, decisões e escolhas. Obcecada por um sonho que já perdeu a validade, se muda para Nova York para trabalhar como professora de dança e tentar, finalmente, ser parte de uma companhia de dança contemporânea. Amparada pela relação de dependência que estabelece com sua melhor amiga, Frances encontra nela a desculpa perfeita para continuar evitando a vida adulta. São BFFs que fazem tudo juntas o tempo todo como se ainda estivessem no colegial. 
Então, quando Sophie decide sair do apartamento que as duas dividem (primeiro de muitos passos que ela dará em direção à vida adulta que Frances continua se recusando a encarar) para morar na rua que sempre sonhou, Frances vê sua vida virar de cabeça pra baixo. Obrigada a dividir apartamento com estranhos, Frances passa a viver gastando mais do que ganha e desce ladeira abaixo até o momento da virada em sua história. Atrapalhada, infantil, desconectada do mundo real... em alguns momentos cheguei a sentir raiva de Frances (como alguém pode ser tão sem noção desse jeito), mas passou. Frances é um personagem adorável quando analisada mais de perto.... 
Quem de nós nunca se perdeu em algum momento da nossa jornada? Frances passa boa parte da história perdida até que descobre que alguns sonhos não são realizáveis e que mesmo assim podemos inventar sonhos novos, e temos que aprender a conviver com isso de maneira equilibrada. 
O filme é um lindo retrato da minha geração. Das relações que a gente tende a estabelecer... essa negação ao crescimento, ao amadurecimento, essa dependência torta de um futuro que não pode ser menos que incrível (como se na vida real existisse lugar para o incrível)... 

Frances Ha sou eu e pode ser você também... perdidos em meio a devaneios de amizades eternas e negação de amadurecimento. Evitando dar passos em direção contrária ao que a gente sonhou e tanto desejou ter na vida. É muito interessante observar o amadurecimento de Frances e o momento em que ela consegue finalmente se encontrar no meio do seu caos interior. É tão simples e ao mesmo tempo tão difícil decidir-se pela felicidade.
O filme calhou com o meu momento. Encarando os fatos, analisando profundamente os traumas, buscando o amadurecimento emocional que vai um dia me proporcionar a convivência saudável com esse caos que sou eu. Assim como Frances, espero conseguir chegar lá.



E você, já consegue conviver com o seu caos interior?


Jor

domingo, 12 de janeiro de 2014

E 2014?

2013 foi um ano incrível pra mim... ele entrou pro seleto grupo que é composto por 1990, 1992, 2005 e 2007. Não que tudo tenha ocorrido as mil maravilhas - não ocorreu as mil maravilhas. Teve a doença de mamis, teve a minha depressão- ansiedade- pânico (como de costume), teve excesso de trabalho, teve ruptura com pessoas essenciais, mas teve muita coisa boa também... Finalmente a nomeação do concurso (tão sonhado-esperado-aguardado), teve o encontro com pessoas novas e que espero sinceramente, permaneçam na minha vida, teve a descoberta de uma realidade totalmente nova quando resolvi entrar de cabeça na terapia, teve reaproximação com pessoas muito importantes da minha vida e teve a decisão do sim que por algum tempo adiei (sim que não cabe aqui e nem lugar nenhum a não ser onde ele pertence e a quem ele pertence). Foi uma ano complicado, porém excepcional!

Não curto essa coisa de estabelecer metas para o ano novo. Na verdade na minha cabeça nada muda realmente na virada de um ano para o outro... as coisas só mudam se eu mudar, obvio, e todo mundo sabe disso,including me. E claro que eu mudo sempre, mudo muito, inclusive, mas mudo aos poucos de forma quase imperceptível a olhos nus - como deve ser para a maioria dos humanos. Mas eis que me aconselharam que estabelecer metas e prioridades fazem parte de uma vida equilibrada (?) e que eu deveria ao menos tentar estabelecer algumas a serem cumpridas esse ano...
huuuuuum, será? Pensei!
E eis me aqui, 12 dias depois do início de 2014, quando todo mundo na blogosfera já fez suas promessas de ano novo, cumprindo o doloroso/delicioso dever de estabelecer algumas metas (que tenho que me esforças ao máximo para cumprir, fui advertida) para esse ano que já começou bem bom, eu diria!

1. Serei feliz. (uma meta boa essa, né?)
Mas não essa felicidade boba dos que estão sempre fazendo o jogo do contente. A felicidade de quem já esteve imerso na escuridão da tristeza (e que apesar de estar bem melhor ainda passa por momentos complicados de vez em quando) e que vai dedicar a vida a não se deixar engolir por ela nunca mais.
2. Vou terminar a especialização começada em 2009 (tem cabimento uma miséria dessas?)...
É questão de honra provar pra todo mundo que diz que eu nunca terminarei essa bosta de especialização que eles estão errados!
Mentira!
É questão financeira mesmo... tou pensando no avanço de 15%.
3. Comprarei uma casa...
Tah na hora de colocar o bloco na rua, apesar de meus pais viverem de me convencer que ainda é cedo!
4. Farei três viagens ao menos...
Lugares de praia em 2014 pra compensar a falta de viagens do ano passado e o distanciamento que tive do meu grande amor, o mar!
5. Vou trabalhar menos.
Tem uma amiga que diz que sou viciada em trabalho e vive tentando me convencer a diminuir o ritmo – ela esta completamente certa. Vai ser difícil, mas como não vou ficar rica mesmo (sou profa, né gente!) vou tentar diminuir a carga.
Hum, esse item não combina muito com o item 3, mas vou tentar mesmo assim!
6. Vou continuar mantendo a calma e respirando.
Parece uma meta fácil, mas pra quem sofre de ansiedade generalizada isso é um trabalhão danado.
7. Serei leve.
Não no peso. Virei gorda “pros padrões”, e ando bem feliz com isso (minha saúde ta como de costume).
Serei leve no “levar a vida”... leveza nas minhas relações (as que quiserem ficar, claro... faz parte da leveza respeitar a escolha de partir do outro – sem-drama)... serei leve na escolha de desinflamar (vive)... levar a vida de um jeito leve e uma meta importante pra mim.
8. Lerei muito e lerei de tudo.
Já comecei bem... acabei o primeiro livro do ano! Whoopee \o/.
9. Criarei uma vez por semana um momento de diversão extrema que vai variar de momentos de “o prazer de fazer nada” ate a idas a cachoeiras e viagens rápidas aos grandes centros que ficam próximos a mim...
10. Vou ser feliz!
Me parece uma ótima meta pra começar e terminar a vida.

Acho que e isso...

Nao e muita coisa, mas já eh alguma coisa... acho que tem gente por ai que vai ficar orgulhosa de mim!



Entao eh isso.

Feliz 2014!
Jor

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sobre Gente que Subestima Gente

Sabe aquela pessoa que parece estar sempre te subestimando? Você conta alguma coisa a ela e ela tem sempre algo relevante pra falar sobre aquilo. Meio psicólogo, sabe?! Você conta o motivo de sua tristeza e/ou chateação e a pessoa completa com algo que a sua terapeuta falaria se já não tivesse te sacado, se não tivesse percebido que você sabe um monte de coisas sobre a mente, sobre a vida e que sua terapia não é a terapia de alguém que não consegue enxergar os motivos, as consequências...

Chega a ser desconfortável, pois o que parece é que a pessoa ignora completamente a sua vida, a sua trajetória de vida. Já agi parecido e me arrependo profundamente.
Eu sei que sou interiorana. Minha cidade fica no interior do interior da Bahia, essa é a minha essência, gosto da tranquilidade, de ir caminhando aos lugares, de não viver preocupada com a posição de minha bolsa. Aqui a gente tem acesso a poucos bens culturais, esses que o resto da humanidade tem acesso (cinema, teatro, bons shows, simpósios, conferências...), mas somos ricos em cultura também... a nossa cultura é riquíssima. 
E daí que inventaram um troço muito legal chamado universidade e eu fui lá, credita? E esse troço se for do bom abre a sua cabeça a ponto dela nunca mais voltar ao tamanho original. Eu era ingênua, mesmo, mas o meu troço foi excelente. Minha cabeça desde então só expande.
Fiz parte daquele mundo incrível das ideias... vivi intensamente os meus quatro anos de "iluminação". Tive contato com as mais diversas ciências. Fiz filosofia, sociologia, psicologia, literatura, linguística, cultura e identidade... conheci Foucault e Freud, Marx e Nietzsche, Beauvoir, Barthes, Saussure, Chomsky (FDP), Lispector, Macahdo, Pessoa... Althusser e seus aparelhos ideológicos. Conheço e percebo todas as manobras que a elite realiza, sei das manipulações que a “impressa” faz pra vender o que quer e nos comprar como bem intende. Conheço também as manobras que a minha cabeça faz, com ou sem a minha permissão, pra me derrubar... não busco perfeição nas minhas relações, mas cuido muito bem delas sim. Prefiro pedir permissão a pedir perdão. Conheci gente dos mais diferentes tipos de gente. Eu estive naquele limite perigoso que te faz passar a ser arrogância... essa arrogância das gentes que acreditam ser melhor por terem conhecimento formal e que acreditam, te julagando pela capa, que conhecem seus medos, suas angústias e que sabem exatamente o que dizer pra te trazerem de volta pra luz (que luz?)... mas escolhi ficar do lado de cá. Preferi ficar do lado em que não se sabe de quase nada, pois entendo que ter conhecimento formal não é ter conhecimento de fato.
Eu sou interiorana. Eu não sou viajada e acredite se algum dia tiver a oportunidade ($$) pra sair por aí conhecendo lugares, vou conhecer muito bem a minha região (A CHAPADA, gente que sonho!) o meu país (apesar da minha formação acadêmica – fiz letras/inglês). Vou conhecer muito bem meu litoral (o litoral do nordeste), vou conhecer o Rio e Sampa (prq não), Tocantins, Minas, Paraná esses lugares dessas gentes que eu amo tanto, mas depois é pra cá que eu vou querer voltar. 
Eu sei que pode parecer que eu sou bobinha e sem esse conhecimento todo de mundo (eu vivo com meus pais, né? As pessoas tendem a achar que gente que vive com os pais não tem condições de se aventurar pelo mundo, ou que não sabe nada da vida, quando na verdade é uma questão de economia e conforto). Nunca saí daqui pra muito longe e fico querendo as coisas por perto, pois hoje eu sei bem o que me faz bem. Eu sei que todo mundo foi por aí e eu fiquei aqui reclusa no meu mundinho pequenininho, sem grandes novidades, mas ter ficado não me “emburrece”, ao contrário. Está tudo aqui comigo (apesar da consciência de que muito pouco sei, também sei que já sei algumas coisas (?)). E vou continuar procurando o perto. Vou continuar procurando pelos lugares que me façam poder voltar no dia seguinte, na semana seguinte, mas que eu volte sempre. Hoje sei que é aqui que QUERO estar. 
Vou continuar deixando que achem que eu não sei o que eles sabem, afinal os outros só são os outros.
Eu posso não saber o que você sabe, pois nem tenho a pretensão de saber sobre tudo, mas tenho uma noção muito boa de muita coisa. Sou uma curiosa por natureza. E não que isso signifique alguma coisa!


... eu só precisava dar uma desabafadinha, assim e tal.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Scandal - Season 3

Scandal voltou e voltou com tudo.


Acompanho Scandal desde a primeira temporada. Meu interesse por ela surgiu quando vi Shonda falando sobre seu novo projeto no twitter. A mais nova criação da mãe de Grey’s? Huuuuum, deve ser interessante, pensei. E lá fui eu pra primeira temporada, e que temporada, viu?! A primeira temporada foi apaixonante, cheia de viradas inesperadas e a paixão avassaladora entre Olivia Pope e Fitz, o presidente bonitão. 

Mas diferente de como me comporto com Grey’s, com Scandal sou mais dura e consigo enxergar episódios que ficam bem abaixo da média estabelecida pelos primeiros seis episódios da primeira temporada. E foi daí que meu caso de amor com Scandal esfriou na segunda temporada. Os oito primeiros episódios da segunda temporada andavam em círculo. Me parecia que a história não se sustentaria por muito tempo... ficou morna, já não surpreendia, ficou chata, mais do mesmo... temporadas mais curtas, quem sabe?! Mas 18 episódios??? Não parecia que daria certo. Deixei de lado e nem acompanhei junto com o resto do mundo a temporada. Daí, um dia li uma resenha do episódio do tiro em Fitz e já viu! Voltei correndo... e mais legal que o tiro em Fits foi a entrada de Jake Ballard na história. 
Ele trouxe uma alternativa muito linda pra Liv... e daí quando a segunda temporada terminou fiquei com a sensação boa de que tinha conseguido mais um vício pra minha vida. Pois é, Scandal voltou hoje pra mim e eu adorei. Ágil, com personagens novos e intrigante, total fortalecimento do casal Liv e Fitz e no segundo episódio já assinala com a criação do meu tão sonhado triangulo amoroso entre Liv, Fitz e Jake (afinal, enquanto Fitz estiver casado com o entojo Mellie Liv tem mais é que ser bem feliz com Jake. Só acho).
Então, a turma está de volta e pelos dois episódios que assisti aposto que vai ser uma temporada memorável.


Jor

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sobre Grey's Anatomy e Outras Coisas


Eu não sei abrir mão. Não sei abrir mão de nada nem de ninguém... não sei deixar nada nem ninguém. E isso é um saco, pois algumas vezes a gente tem que esvaziar a mochila pra conseguir prosseguir na caminhada. Muitas vezes é preciso deixar pra lá, algumas vezes isso é vital pra prosseguir com alguma sanidade na vida. Mas eu não sei, ou não consigo, ou nunca tentei aprender de verdade. Por outro lado, ser deixada pra lá é mais fácil, mais tranquilo (claro que dói, machuca, faz uma ferida gigante que quando em vez sangra, mas um dia - depois de vários dias/semanas/meses/anos de choramingos e vitimização - passa, ou consigo fingir pra mim mesma que passou). Sabe-se lá dos motivos que me levaram a começar essa postagem assim, mas lá vamos nós.
Décima temporada de Grey's Anatomy. Esse blog é prova viva em minha vida do vício que tenho por seriado. Já escrevi sobre ele aqui diversas vezes e lá vamos nós pra mais uma. A nona temporada acabou e eu já estrava toda empolgada com as notícias que davam conta de que teríamos mais uma Season pela frente. Eu nunca consegui desgostar da série de maneira geral, mas sigo blogs a respeito dela em que os fanáticos detestam essa ou aquela temporada, detestam Shonda e que torcem pelo fim da série. Por outro lado, euzinha aqui não consigo torcer pelo fim, nem sei como vai ser quando ela acabar, e prefiro nem pensar nisso. Talvez seja Ok, as coisas tem que acabar mesmo, tudo tem início e fim. Ou talvez eu faça como fiz com Friends e não a termine nunca... Friends pra mim nunca acabou; parei na nona temporada e pra mim eles continuam lá reunidos e tá ótimo! Quando chego na nova volto pra primeira e recomeça a diversão.
Mas pela primeira vez relutei sobre Grey's. A relutância veio quando as notícias sobre a saída de Sandra Oh (Cristina Yang) vieram a tona. Pera aí? Como assim Yang vai deixar Meredith? Pra quem acompanha a série isso parece impossível, então pensei que talvez tivesse chegado a hora de deixa Grey's pra lá. Não consigo imaginar como Mer vai se virar sem Cristina, como vai ficar sem a pessoa dela. E deixei... por três semanas. 

Ontem lendo umas frases da série no @GAQTS me bateu aquela saudade da turma e uma curiosidade gigante sobre o que tinha acontecido com Weber. Voltei. (não consigo deixar nada)   
A temporada começa exatamente de onde parou e descobrimos que Weber continua lá desmaiado no chão, Callie continua devastada pela traição de Arizona, Jo e Alex finalmente descobriram que foram feitos um pro outro, April ainda confusa sobre o que sente por Matthews e Jackson, Cristina ainda tentando deixar Owen e Meredith e Derek as voltas com o novo bebê.
O primeiro episódio foi repleto de momentos MerCris... no melhor estilo das duas, muita cumplicidade e entrosamento. E aí a coisa fica mais grave. Como é que via ser essa saída de Cristina? Será que agora sim chegamos ao fim de GA? Espero que não, mas não vejo muitos caminhos pra série. Me parece que a saída de Sandra vai abrir portas pra debandada do elenco original... uma pena. 
Mas é isso. Gostei muito do primeiro episódio da temporada... drama da melhor qualidade... muitas emoções a frente pra Weber, Callie e Arizona, April, Alex e principalmente Cristina.
Ah, e Dona Shonda continua matando gente só que dessa vez foi uma novata e tá ótimo. Dos novos só gosto de Jo e é bom que existam esses odiosos por lá, pois daí quando ShondaMiseravona resolver matar mais alguém que mate um deles, né?! :)  


Jor




"Nós todos vamos morrer. Nós não temos muito a dizer sobre como ou quando, mas nós podemos decidir como vamos viver. Então faça isso. Decida. Essa é a vida que você quer viver? Esta é a pessoa que você quer amar? Este é o melhor que você pode ser? Você pode ser mais forte? Mais amável? Mais compassivo? Decida. Inspire. Expire e decida."




das coisas que nunca vou ter na vida...

Filme - Jobs


Steve Jobs sempre foi uma figura intrigante. Sempre existiu em mim uma curiosidade sobre homem que criou a apple, o homem daquele discurso famoso em Stanford, o homem que revolucionou o jeito de ouvir e se relacionar com a música . 

Como curiosa da área de informática sempre tive um certo fascínio por caras como ele e Bill Gates... suas histórias cheias de segredos, mistérios e intrigas. Como vivem esses gênios? O que sentem? Será que sentem? Vou chamá-lo de gênio não por achar que roubar ideias e explorar um nicho que já existia seja uma coisa legal, mas por considerar que alguém que consegue ver tão além e transformar um conceito que já é bom em algo ainda melhor tem sim um quê de genialidade.
Jobs, mais que ninguém, desperta em mim essa curiosidade e foi por curiosidade que escolhi Jobs hoje à tarde.

O filme se propõe a retratar em duas horas a vida, que considero bem curta, de Steve Jobs de forma completa mais que não se dispõe a ir muito fundo em questões pessoais da vida dele. A história basicamente conta a trajetória profissional de Jobs, mas deixa de fora partes importantes dela como por exemplo, a criação da PIXAR e a participação de Jobs como acionista da Disney. 
Ashton Kutcher (que homem lindo, meu gzus) vive Jobs e digamos que ele incorporou o cara de forma que em alguns momentos do filme parece que estamos olhando para o próprio Jobs. O jeito de falar, a aparência física, o jeito andar, tudo perfeitamente calculado para trazer Jobs de volta à vida na telona. 

Me parece que o filme foi produzido pra mostrar o melhor que Steve tinha a oferecer... por tudo que já li sobre ele, ficou claro que se trata mais de filme homenagem que um retrato fiel da personalidade dele. Jobs que era conhecido pelo egocentrismo e dureza no tratar com sua esquipe no filme alterna entre a alienação dos gênios (vive imerso em sues projetos e criações) e a doçura das pessoas simples.
Um filme interessante que disponibiliza para quem gosta do assunto um resumo das criações do homem que revolucionou uma época e que fez história reinventando a sua.   





Jor




sábado, 12 de outubro de 2013

Filme - A Busca

Em que ponto da vida um filho perde a ponta do fio que o conduz até seu pai? Talvez seja essa a perda que Pedro tenta evitar quando foge de casa fazendo com que seu pai parta em uma jornada para encontrá-lo.


Pais e filhos, uma relação nem sempre tão fácil quanto deveria ser... entre Theo (Wagner Moura) e Pedro (Brás Antunes) não é diferente. Uma história repleta de simbologia que trás ao espectador um drama familiar da melhor qualidade.

A história já começa mostrando o tom da relação entre Theo e Brás. O filho que não comparece ao compromisso marcado com o pai. O pai que quer dar ao filho, independente da vontade desse filho, tudo (materialmente falando) que não recebeu do próprio pai. Duas pessoas em lados totalmente opostos da vida buscando o que querem a qualquer custo e cometendo os erros que os conduzirão a um ponto em comum: o amor que sentem um pelo outro.

Theo, abandonado pelo pai na infância, deixa claro que não está disposto a conceder nenhuma aproximação por parte dele. Pedro, diferente do que deseja o pai, está às voltas com um plano de fuga para finalmente conhecer o avô paterno. Na busca por Pedro, Theo se reconstrói. Faz as pazes com o passado... renasce. Na busca por Pedro, Theo descobre a ponta do fio que o conduz ao filho e sofre fisicamente cada conquista dessa redescoberta... Theo redescobre o filho.

O filme é lindo, cativante e a história a que se propõem é muito bem contada... ele se torna grandioso em muitas cenas. Ao mesmo tempo a simplicidade dos cenários e do elenco constrói uma singeleza encantadora. A Busca não fica devendo em nada a uma grande produção e merece um lugar especial entre as grandes obras cinematográficas.





Jor



Sempre achei que quanto menos se tem, menos se perde...  

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Filme: Now is Good


Sem sono, madrugada, friozinho, saudade, arrependimento, melancolia, tristeza e quase já sem esperanças pra tanta coisa resolvi dar uma olhadinha no filme que @nessa_baianinha tinha citado no twitter um tempo atrás...
Now is Good que na tradução virou Agora é Pra Sempre (não gostei da tradução, mas não consegui fazer melhor – e até tentei, mas deixei pra lá – então, Agora é Pra Sempre) conta a história de uma adolescente que está morrendo de leucemia (acha que ela vai morrer? Pois é, ela morre!) e que num surto de revolta contra a vida decide viver intensamente seus últimos dias. Uma coisa meio “Um Amor Pra Recordar” com a diferença que desta vez a protagonista tá cagando pra fé, Deus, resignação e afins. 

Na minha cabeça dá pra entender muito melhor a reação de Tessa (Now is Good) que de Jamie Sullivan (Um Amor Pra Recordar). Olha, você é adolescente, teria provavelmente infinitas possibilidades pela frente, mas vai morrer de uma doença filha da puta, é pra, no mínimo, se revoltar e ficar com muita raiva de tudo e de todos, mesmo.
Impressiona como Dakota Fanning tá feinha (e ela nem raspou a cabeça, só o cabelo curtinho e a magreza já fez a bichinha perder metade da graça) … o filmes ficou parecendo uma resposta (meio atrasada - pois reza a lenda que ela foi escolhida pra fazer Kate em “Uma Prova de Amor”, mas se recusou pois teria que raspar a cabeça e perder peso) ao sucesso que “Uma Prova de Amor” fez sem ela no elenco. Ao contrário... Now is Good não reproduz uma história interessante como a de Kate em “Uma Prova de Amor” e chega a beirar a repetição de “Um Amor Pra Recordar” só que melhor um pouco, pois deixou Deus fora da trama... mais razoável, eu diria... só que ainda assim, mais do mesmo.
Fofocas e comparações à parte, a situação é mega esquisita e complicada pra personagem, pra família, pros amores e amigos... se imaginar numa situação dessas (em qualquer esfera: a que vai morrer ou a que vai sobreviver depois da morte dela) é angustiante ( quem pensa essas coisas, hein? Quem assiste a um filme e fica se colocando no lugar da pessoa que morre ou que vai ver morrer... coisa de doido, né?! Coisa minha!!).
Eu diria que o filme veio a calhar... serviu pra desentupir o peito angustiado (por outras situações). Assim como @nessa_baianinha, também chorei litros. Serviu também pra reforçar minhas teorias de urgência (não que eu viva intensamente a minha vidinha mais ou menos)... a urgência de me ver engolida pelo tempo. O tempo, esse sacana, passa muito rápido, as vezes nem dá pra sentir, ele foge entre os dedos, escorre, escapa... acaba. O nosso tempo finito, que leva embora tanta coisa, tanta gente, tantos momentos.  
Urgência de quem aprendeu muito cedo sobre a finitude das pessoas, dos momentos, das oportunidades... essa urgência que algumas pessoas levam uma vida toda pra perceber. A urgência do “deixa eu aproveitar cada segundo de você e disso aqui"...
É mais difícil viver assim... é doído e beira a loucura, mas ao mesmo tempo tem alguma coisa tão confortante nisso que eu não consigo explicar, mas que sinto muito bem. E sentir basta!

Jor

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Gigante??!! Hum, sei não...


Entrei no twitter em 2009. Mais especificamente no dia 24 de Junho de 2009... um ano antes tinha surgido essa nova rede social super interessante e como sou uma curiosa por natureza, entrei pra festa.
De lá pra cá muita coisa aconteceu comigo e com o mundo... acompanhei muita coisa por lá que não teria visto se estivesse no face, ou na TV. Fugi do face, pois o descobriram e aquilo lá virou uma festa dos horrores... Da TV eu já tinha saído a um tempo - na verdade o twitter virou minha TV. Não preciso assistir a um jornal pra saber o que está acontecendo no mundo, fico sabendo de tudo por lá mesmo - rápido, enxuto... se me interessar vou ao site e leio a notícia, se não me interesso, descarto a informação e parto pra próxima. Claro que a ideia do microblog não é só a de informar, ele vai além. A plataforma é livre e cada usuário faz uso do jeito que bem entende, óbvio. Pra mim lá é também um diário, um muro de lamentações... não tem pra quem falar, escrevo lá. Já falei umas 50 vezes pra Beto e acho que ele já tá de saco cheio, escrevo lá... meu twitter reflete o meu estado de espírito... se estou bem, ele é lido, animado, divertido. Se estou mal ele vira o cão da depressão.
Mas eu sou viciada em informação... política, economia, cinema, música... gosto do lance do “na hora” do twitter, sabe?! Mataram bin Laden e a gente ficou sabendo quase que simultaneamente no twitter. No ataque de Boston a polícia confirmou via twitter a captura do suspeito também antes da TV. Claro que os portais de notícias fazem esse trabalho e você pode até dizer: consigo isso de outras formas na web! E com certeza estará certo, mas eu sou desfocada e o Twitter me mantem focada. Não tenho saco pra ficar andando de um lado pra outro na web buscando por informação... além de desfocada sou uma preguiçosa confessa.
Claro que nem todo mundo faz um uso saudável do lugar. Algumas pessoas espalham ódio (Luana Piovani saiu do twitter o/ - todas comemora! (linguagem twitteira) a mulher agredia Deus e o mundo e ainda se achava a vitima da história hahahhahaahah), calúnia e ofensa no microblog, mas até nisso ele é legal. A gente bloqueia, a gente deixa de seguir, a gente denuncia por spam... Tudo lá é questão de seguir as pessoas certas. Como tudo na vida, aliás! Tudo é uma questão de se cercar das pessoas certas.
E daí que quando o gigante acordou, o povo foi pra rua, e enquanto na TV da sala Patrícia Poeta exaltava a linda e histórica manifestação que estava acontecendo nas avenidas das principais cidades do país, a mascara da TV ia caindo no twitter.
Manifestação apartidária ou anti partidária? (Dá pra fazer política sem partido político? Dá pra ter jogo democrático sem os partidos políticos?? :/ Que tipo de manifestação democrática queima bandeira de partido político? Agressivo, intolerante, reacionário... estranho!)  Manifestação contra corrupção (e quem é a favor de corrupção? Os corruptos, né?!) (e o foco disso tudo?? Contra corrupção? Por mais educação?? Por uma saúde de qualidade?? Pela paz mundial?? Ah, gente! Não dá!!) ou gente de bem servindo de massa de manobra pra algum interesse escuso?? O pig queria o que deixando de exibir duas novelas e dezenas de comerciais?
A princípio, quando o movimento #passelivre foi pra rua e a polícia respondeu a bala, fiquei revoltada. Nem direito a protestar a gente tem mais??? Que país de merda é esse?? Retuitei dezenas de pessoas apavoradas com a reação da polícia... fiquei apavorada com a reação da polícia!
Depois virou palanque... e palanque de quem??? Palanque pra que??? Pois é! (sigo as pessoas certas no twitter).
Dilma é a presidenta do Brasil e isso basta. Ela foi eleita democraticamente e merece respeito até que o perca. Querem arrancá-la da presidência? Esperem que 2014 tá aí batendo na porta - falta pouco, mas façam isso de maneira limpa (como se o pig soubesse jogar limpo)! FHC e Aécio fazendo revezamento no #JN pra desmoralizá-la é demais até pra direita porca desse país... #vemprarua?? #Ogiganteacordou? Isso é golpismo, fascismo... isso é anti democrático, e é, no mínimo, baixo!
Que gigante que acordou??? Me contem, #pfvr?! O movimento negro desse país nunca dormiu... a marcha das vadias tava aí desde sempre lutando pelos direitos das mulheres (o movimento feminista – desde que acordou – nunca mais dormiu!!!). O movimento #LGBT trava batalhas homéricas contra a homofobia e em favor de seus direitos civis. O gigante acordou???? Cuidado que esse aí que acordou pode fazer um estrago gigantesco. Esse gigante que acordou pode ser aquele que muita gente ajudou a colocar pra dormir em 84.
Sabe que revolução foi interessante??? Eleger um ex líder sindical pra presidência da república... isso foi revolução... o cara que, apesar de toda a torcida contra, fez um trabalho e tanto. O cara que deu ao pobre poder de compra, que tirou um monte de gente da miséria... que fez a classe média desse país ganhar outra cara. Isso foi revolução e essa revolução os ricos desse país JAMAIS perdoarão.
Sabe que outra revolução foi interessante??? Eleger uma mulher pra presidência de uma república tão machista... e essa mulher, apesar da campanha gigantesca que o pig (olha o gigante aí, gente!) tem feito, tem realizado um trabalho interessante, tem dado continuidade a um trabalho que ainda leva um tempo pra surtir efeito e que pode ser interrompido por gente que não se conforma em ter que dividir aeroporto com a classe C, que não se conforma em ter que pagar salário decente  pra ter uma empregada doméstica.

Então, era só pra deixar aqui essa minha impressão sobre os últimos acontecimentos... esse oba oba tava me enchendo e transbordou em letras.


P.S.: No twitter sigo gente de direita, de esquerda, de centro, de anarquia, de futilidade e de alegria... gosto de todo mundo, mas filtro muito bem o que leio...

Minhas arrobas favoritas: @DonaFarta (anda sumida, mas tenho fé que ela volte)  (paixão das antigas) (lindinho) (uma das arrobas mais coerentes que conheço e fofa) (sarcasmo puro e "direitoso" de carteirinha) (revolucionária - essa moça vai longe) (uma flor)
(foi pra rua e narrou tudo que viu lá)  (Achei ela graças ao pig, é professora como eu e já me apeguei) 
(diversão) (outra flor) (poetisa) (Stalker profissional do bem) (Amo o jeitinho irônico dele de ser) (alegria) (amo a paixão dela por bichos)  (assisto novela pelo twitter dele) (figura - já me apeguei) (minha guru)   (feministicamente me informa) (uma gigante que acordou faz um século e meio) (pelo meu eterno amor por Grey's anatomy)